quinta-feira, 19 de setembro de 2019

CALÇADO TIPICAMENTE JAPONÊS


TABI são meias tradicionais Japonesas que remontam ao século XV. Até ao alto do tornozelo e com uma separação entre o dedo grande e os outros dedos dos pés, eles são usados por homens e mulheres com zori, geta e outros calçados tradicionais. O tabi também é essencial com roupas tradicionais, kimono, além de serem usados pelos samurais na era feudal. A cor mais comum é branca, e é usado em situações formais, como cerimonias de chá. Os homens às vezes usam tabi azul ou preto para viajar. Tabis coloridos também estão disponíveis e são usados com mais frequência pelas mulheres, embora eles também ganhem popularidade entre os homens.
Em contraste com as meias que, quando puxadas, encaixam o pé confortavelmente por causa de seu tecido elástico, o tabi é costurado de um pano cortado para formar. Estão abertos nas costas para que possam ser escorregados e têm uma fila de fechos ao longo da abertura para que eles possam ser fechados.

GETA, calçado tradicional que se assemelha tanto aos tamancos como chinelos, usado por homens e mulheres, tipo de sandália com uma base elevada de madeira, presa ao pé por um pedaço de tecido que se fixa entre os dedos. São usados com roupa tradicional japonesa como o Kimono ou yukata , e também com roupas ocidentais, durante os meses de verão. Às vezes os geta são usados na chuva ou neve para manter os pés secos, devido à sua altura extra e impermeabilidade em relação a outros calçados. Geta são feitos de uma peça plana de madeira em duas ripas (chamado de ha, ou dentes) que elevam a única peça 4-cm do chão.


Durante o Período Nara (710-794), a aristocracia japonesa usava sapatos ou botas, influenciado pelo calçado de estilo chinês. No Período Heian (794-1192) foi quando o zori (chinelos) e geta (tamancos) começaram a ser usados. O clima no Japão é muito húmido e os sapatos tornaram-se bastante quentes durante o verão, o zori e geta são calçados mais frescos. Geta era usado para sair, porque eram suficientemente altos para manter um kimono sem arrastar pelo chão. Era usado também para proteger os pés da lama, em dias de chuvas ou mesmo para realizar trabalhos na agricultura, nos arrozais japoneses.

As pessoas continuaram a usar geta e zori durante o período Tokugawa (1603-1867), onde muitos estilos diferentes de geta começaram a aparecer. Devido ao encerramento dos portos do Japão para estrangeiros, a cultura japonesa (e calçado) floresceu nessa época.




quarta-feira, 11 de setembro de 2019

OS KATAS SHOTOKAN (1)


Os Katas são movimentos pré definidos, de defesas e ataques, proporcionando aos praticantes, a aprendizagem e desenvolvimento técnico, físico, psicológico, filosófico, necessários para a sua longa caminha no mundo das artes marciais.


Os katas Heians são 5, e contem as técnicas básicas mais importantes. Foram extraídas dos katas Kankudai e Bassaidai, pelo mestre Yasutsune Itosu. O que caracteriza estes katas, é que começam sempre com uma defesa.

O grupo das Tekky são três, as movimentações destes katas são feitas somente para os lados. Tekky significa: posição de cavaleiro ou montar a cavalo.



SIGNIFICADO DOS KATAS HEIAN: (Heian: Paz e tranquilidade - Shodan Primeiro nível)
Há cinco formas de Heian (shodan, nidan, sandan, yondan, godan), contendo uma grande variedade de técnicas, sendo quase todas relacionadas a posturas básicas. Alguém que tenha aprendido estas cinco formas pode estar seguro que é capaz de defender-se com muita habilidade na maioria das situações. O significado do nome deve ser levado em consideração neste contexto. Visto que os heian são derivações de um kata mais avançado (Kanku Dai). Os Heians são aprendidos nos cintos iniciais, sendo o Heian Shodan geralmente o 1º Kata que se aprende no karate shotokan no cinto amarelo, é seguido pelos Katas: Heian Nidan (cinto laranja), Heian Sandan (cinto verde), Heian Yondan (cinto azul) e Heian Godan (cinto vermelho).




BASSAI: (Romper a Fortaleza) ou (Atravesar a Fortaleza): É um kata que reuni as principais técnicas básicas do karaté Shotokan. Este sugere o confronto contra um adversário superior, que não tenha pontos fracos (fortaleza), no qual o praticante terá que superar os seus próprios limites para conseguir a vitória. Há duas formas de Bassai (Dai,e Shô). Sendo que a forma Sho foi desenvolvida pelo mestre Funakoshi.

KANKU: (Olhar Para O Céu) ou (Contemplar o Céu): O nome deste Kata derivou-se originariamente do mesmo introduzido por Ku Shanku, integrante do exército Chinês. O nome refere-se ao primeiro movimento do Kata, no qual levanta-se as mãos e olha-se para o céu. Há duas formas de Kanku (Dai e Shô), um curta e outra longa, o Kanku Dai é um kata que tem um pouco de cada heian (Shodan, Nidan, Sandan, Yondan e Godan), e é um dos katas mais longos do Shotokan, o Kanku Sho foi desenvolvida pelo mestre Funakoshi.


JITTE: (Dez Mãos) ou (Dez Técnicas): Nas formas remanescentes pertencem ao estilo Shorei, os movimentos são um tanto mais pesados quando comparados àqueles do estilo Shorin. A postura é bastante audaz. Proporcionam um bom condicionamento físico, embora sejam difíceis para iniciantes. O nome Jitte sugere que alguém que tenha aprendido este Kata é tão eficiente como cinco homens de uma só vez.


HANGETSU: (Meia-Lua): Nos movimentos para frente, neste Kata, são descritos semicírculos com as mãos e os pés de maneira característica, sendo seu nome derivado deste fato. Uma das grandes características é a respiração, sendo devidamente trabalhada de forma sincronica com os movimentos.


ENPI: (O Vôo Da Andorinha): A movimentação característica deste Kata é o ataque a um nível mais acima do solo. Na sequência segura-se o oponente e o induz a permanecer em uma posição específica, simultaneamente avançando e atacando novamente. O movimento representa o voo rápido e ágil da andorinha. Sem dúvida um dos katas mais rápidos do estilo.


GANKAKU: (O Grou Sobre a Rocha): A característica deste Kata é a postura em uma só perna que ocorre repetidamente. Representa a visão esplêndida de uma garça pousada em total equilíbrio em uma pedra, prestes a lançar-se sobre a sua vítima.


JION: (Amor e Gratidão): Este é o nome original e tem aparecido frequentemente na literatura chinesa desde os tempos antigos. O Jionji é um famoso velho templo Budista, e há um santo Budista bastante conhecido chamado Jion. O nome sugere que o Kata tenha sido introduzido por alguém identificado com o Templo Jion, assim como o nome Shorin-ji Kempo deriva de uma relação com o Templo Shorin. É um kata de base pesadas.


CHINTE: (Mãos Estranhas) ou (Técnicas Estranhas): Possui este nome por conta de técnicas não tanto comuns, (dedo nos olhos) e coisas do género. Este trata de uma situação que o oponente tem uma vantagem física, tornando necessário atacar em ponto do corpo onde não haja vantagem física.


UNSU: (Mãos e Nuvens): O Kata com o estilo do Dragão praticado pelo Mestre Aragaki. Não se sabe onde o treinou, mas as grandes influências Chinesas neste Kata sugerem que tenha sido certamente no continente chinês. O nome usado em Okinawa é Unshou e significa "Defesa Contra A Nuvem", ou seja, mesmo que os seus inimigos o cerquem como uma nuvem, com certeza que os vencerá se tiver aprendido o Unsu. Este é sem dúvida o kata mais curioso do estilo Shotokan, possuindo técnicas das mais variadas formas, das mais simples as mais complexas, sendo somente indicado a praticantes de alto nível técnico.


SOCHIN: (Espírito Inabalável): Este nome sugere que o praticante que o domine não temerá nada. É um kata de bases bastante pesadas primando para um bom desenvolvimento da base, postura e força.


NIJUSHIHO: (Vinte e Quatro Passos): Um kata bem complexo apesar da pouca quantidade de movimentos. Este faz rápidas mudança de direção e contem uma grande variação de técnicas de defesa e contra-ataque.


GOJUSHIHO: (Cinquenta e Quatro Passos): Há duas formas de Gojushiho (Dai e Shô)sendo estes uns dos maiores katas do estilo shotokan. Neles existem técnicas bem singulares não sendo vistas em nenhum outro kata shotokan.


MEIKYO: (Espelho Limpo) ou (Espelho da Alma): Este é um Kata muito misterioso. Presume-se que os japoneses o conheciam muito antes de o Mestre Funakoshi ter introduzido o Karaté de Okinawa no Japão. Há até mesmo uma lenda japonesa a respeito de Ameratsu, a deusa do sol. Ela havia perdido o seu espelho e não podia admirar-se, ficando muito aborrecida. Desta maneira, o mundo ficou nas trevas. Finalmente os outros deuses decidiram que alguma coisa deveria ser feita, então enviaram um grande guerreiro para realizar a "Dança da Guerra" do lado de fora da caverna. A "Dança Da Guerra" foi nomeada Meikyo. Meikyo é traduzido como "O Espelho da alma". O nome antigo para Meikyo era Rohai.


JIIN: (Amor e Proteção): Este segue o mesmo princípio do JION, sendo um kata de base pesadas e sempre visando uma melhor postura do praticante.


WANKAN: (Coroa Real):Este Kata era conhecida no passado pelo nome de Shiofu e Hito que significava a Coroa do Rei. É a Kata mais curta do Karatê Shotokan, só com um Kiai. Como não fazia parte do grupo inicial de katas introduzidas por Gigin Funakoshi no Japão, é geralmente aceito que foi o filho Yoshitaka Funakoshi que a introduziu no Shotokan, numa nova versão, por si trabalhada e modernizada. Devido a sua dimensão existe a ideia que é um kata inacabado, cujo desenvolvimento foi interrompido com a morte precoce de Yoshitaka Funakoshi. Esta tese ganha significado já que as versões actualmente existentes em outros estilos de Okinawa, são bastante mais compridas.É Um Kata sem duvida singular, contendo técnicas básicas e avançadas. É o menor do estilo Shotokan.


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

NIJU KUN - Gichim Funakochi

A síntese do pensamento de Funakoshi sobre como deve ser o espírito do praticante de karaté é o Niju Kun São vinte preceitos cujo propósito é dar credibilidade à prática quotidiana do karaté, servindo também como um guia para o auto conhecimento:
O karaté começa e termina com uma saudação (oss).No karaté não existe atitude ofensiva.No  karaté pratica-se a  justiça.Antes de julgar os demais, procure conhecer a si mesmo.O espírito é mais importante do que a técnica.Evitar o descontrole do equilíbrio mental.Os infortúnios são causados pela negligência.O karaté não se deve restringir ao dojo.Os ensinamentos do karaté devem ser perseguidos durante toda a vida.O karaté dará frutos quando associado à vida quotidiana.O karaté é como a água quente. Se não receber calor constantemente fica fria.Não alimentar a ideia de vencer, pense em não ser vencido.Adaptar a sua atitude conforme for o adversário.A luta depende do manejo dos pontos fracos (kyo) e fortes (jitsu).Pense que os membros dos adversários são como espadas.Para o homem que sai da sua porta, há milhões de adversários.No início os seus movimentos são artificiais, mas com a evolução tornam-se naturais.A prática de fundamentos deve ser correta, porém a sua aplicação é diferente.

Não esqueça de aplicar: (1) alta e baixa intensidade de força, (2) expansão e contração corporal e (3) técnicas lentas e rápidas.
Gichim Funakochi


Estudar, praticar e aperfeiçoar-se sempre.




terça-feira, 20 de agosto de 2019

TATUAGENS NO JAPÃO


Quem costuma pesquisar a cultura japonesa já deve ter lido que as tatuagens não são bem-vindas por serem associadas com a Yakuza (Yakuza (ヤクザYakuza [jaꜜkuza]), também conhecida como gokudō (極道, gokudō), são os membros de grupos de uma organização criminosa). 

O Japão tem uma longa história de amor e ódio com tatuagens, desde o período Jomon (10000 AC até 300 AC) que foi a primeira civilização japonesa da história 
As tatuagens nem sempre foram odiadas, na verdade algumas tribos étnicas como os Ainus, de Hokkaido, costumavam tatuar as mulheres na região ao redor da boca e dos lábios.

A situação mudou repentinamente durante a era Edo (1603-1868). Época de grande crescimento económico que levou muitas pessoas a migrarem para as grandes cidades. A criminalidade consequentemente aumentou e as autoridades resolveram tomar medidas drásticas, tatuar os criminosos em áreas visíveis do corpo, para que estes ficassem marcados para sempre. 
Cada região fazia símbolos específicos, forma de identificar o local onde o crime foi efetuado.

Durante a era Meiji as tatuagens tornaram-se ilegais por muitos anos (1872 até 1948)
Isso deve-se ao fato da era Meiji ter sido onde o Japão começou a adotar costumes vindos do Ocidente. O governo proibiu o porte de espadas samurai e tatuagens por medo que os europeus e americanos achassem esses costumes bárbaros. O que aconteceu porém foi o oposto. Os viajantes ocidentais apaixonaram-se pelas tatuagens de estilo japonês, chegando a pedir para serem tatuados também, o que fez com que a lei fosse revogada 
Membros da mais alta aristocracia como o Príncipe Alfredo, um dos filhos da Rainha Vitória, fizeram tatuagens no Japão.


Durante os próximos Jogos Olímpicos, as tatuagens vão ser um dilema para a organização, visto continuarem a ser,para muitos japoneses um sinal de ofensa. 
A polémica vai ser em torno do estigma que que as tatuagens tem no Japão. É uma história tão complexa como antiga, basta lembrar que desde o século VIII AC os criminosos eram tatuados como forma de punição.



Este assunto, pode ser mais um grande legado dos próximos Jogos Olímpicos, mudar o status das tatuagens no Japão




sexta-feira, 9 de agosto de 2019

SOMBRINHAS JAPONESAS


Originária da China, posteriormente, espalhou-se pela Ásia: Coreia, Malásia, Birmânia, Índia, Sri Lanka, Laos, Tailândia e Japão. Nestes países, as sombrinhas de papel desenvolveram-se com diferentes características, de acordo com a cultura local. A princípio eram confecionadas com tiras finas de bambu cobertas com pelos de animais, principalmente penas ou sedas, mais tarde foram substituídas por papel de óleo. Nas sociedades ancestrais, as sombrinhas eram dadas como dote, a sua forma redonda simbolizava bênçãos, fertilidade, vida feliz e completa.
Conhecidas no Japão como “Wagasa”, foram introduzidas no país durante o período Heian (794 – 1185).  No entanto, foi durante o período Edo que se popularizou. Inicialmente, wagasa era um instrumento sagrado usado em cerimoniais budistas. E, ainda hoje é usado em diferentes ritos religiosos.


No quotidiano, além de oferecer proteção contra o sol e chuva, também era considerada item essencial em cerimónias matrimoniais. Prática usual em casamentos tradicionais, também nos dias atuais. Em ambos os casamentos, chineses e japoneses, um mestre de honra cobre a noiva com uma grande wagasa em tom vermelho para afastar maus espíritos.

Coloridos, com diferentes desenhos, as pinturas da superfície do wagasa incluem principalmente traços da cultura japonesa tradicional, popularidade ganha do período de Azuchi-Momoyama ao período Edo. Diferentes cores têm diferentes conotações e simbolismo;

·        Roxo, geralmente usado por Gueixas,
·        Os roxos são também um símbolo de longevidade para os idosos,
·        Rosa, cor muito usada por dançarinos,
·        Verde ou vermelho, usados principalmente por pessoas de meia idade,
·        Homens e idosos costumam usar azul escuro,
·        Artistas tendem a escolher preto
·        Enquanto os brancos são usados em funerais
Com a entrada da sombrinha ocidental no mercado oriental, as wagasas tiveram a sua utilização mais reduzida. Confecionadas de forma artesanal, passaram a serem produzidas em apenas algumas regiões como: Kyoto, Gifu, Yodoe e Tottori.
A produção em Gifu, por exemplo, começou por volta de 1750. Cada sombrinha de papel passa por mais de uma centena de procedimentos. Durante o período Shōwa, a produção em Gifu atingiu o seu apogeu, cerca de quinze milhões por ano. Hoje, são apenas algumas dezenas de milhares no mesmo período.



Já o estilo tradicional de wagasa em Kyoto é chamada kyōwagasa. Uma kyowagasa é completamente artesanal, cores e imagens com características japonesas, e os materiais também são rigorosamente controlados.  A superfície da pele de uma kyowagasa é escovada com óleo de gergelim e amarrado com delicadas cordas finas. Um artesão experiente normalmente produz dez a vinte kyowagasa por mês. Tsujikura em Kyoto, é considerada a loja mais antiga da tradicional sombrinha de papel no Japão.
Atualmente, essas históricas sombrinhas podem frequentemente serem vistos na cultura japonesa associadas a ocasiões especiais como: cerimónias de casamentos, festivais, danças tradicionais, cerimónias de chá e, especialmente como adereços das Gueixas, espalhadas por todo território nipónico.
Hoje, as wagasas tradicionais são vendidas principalmente como obras de arte ou lembranças. Quem não gostaria de possuir uma sombrinha que, além da beleza, carrega tanta história? Este é um dos muitos elementos que conferem verdadeiros encantos à “Terra do Sol Nascente”.


sábado, 3 de agosto de 2019

YAKUSA A LENDÁRIA MAFIA JAPONESA



Possivelmente pela influência de filmes, livros e jogos, a Yakuza, a lendária máfia japonesa, é conhecida de uma forma romântica pelo mundo. Eles, que além de medo, causam admiração pelo "excitante mundo do crime", escondem segredos cruéis a respeito da ação do grupo dentro e fora do Japão ao longo dos (muitos) anos em que agem declaradamente como uma facção criminosa. 
 Vamos tentar listar alguns detalhes sobre a Yakuza que pouca gente conhece, mas que são suficientes para acabar de vez com a admiração que as pessoas sentem desses mafiosos.

1. Grande máfia
Se pensa que a Yakuza pertenceu ao passado, saiba que emprega atualmente, mais de 100 mil pessoas. Esse número torna-a numa das maiores organizações criminosas do mundo. Mas, o seu maior número de membros foi logo após a Segunda Guerra Mundial, quando chegou a contar com 184 mil pessoas. Esse total, por incrível que pareça, representava mais da metade da força policial japonesa, que em 2010 era de 291.475 homens.
2. Lealdade
Dentro da máfia japonesa há uma organização rigorosa, que segue o típico formato piramidal, com o líder no topo e a distribuição do poder entre as suas camadas. Os kobun, ou filhos (seguidores); precisam ser leais e absolutamente obedientes ao oyabun (o chefe ou "pai"), estando dispostos mesmo a sacrificar as suas vidas em nome do líder ou do grupo.
3. Mutilações
Erros sem represálias ou "demissões" não acontecem na máfia. Quem não segue as ordens à risca sofre punições com  violência física. Os erros mais graves, por exemplo, costumam ser pagos com a amputação de um dos segmentos do dedo, prática conhecida entre eles como yubizume.
De acordo com os estudiosos da organização, segundo a tradição japonesa, o ato era praticado para que a pessoa desobediente se tornasse mais dependente de seu superior. Há, ainda casos em que os homens são punidos com a morte.
4. União
Até meados do século XX, a Yakuza funcionava na forma de famílias rivais, quando Yoshio Kodama uniu todas as facções, tornou-se no primeiro chefe absoluto da máfia. Era um líder de extrema direita, que desviou muito dinheiro para o Partido Democrático Liberal japonês, com orientações anticomunistas.
Dizem que Kodama foi um dos responsáveis pelo escândalo de 1976, envolvendo a companhia aeroespacial norte-americana Lockheed, cuja empresa teria pago um suborno superior a 3 milhões de dólares , via Yakuza, para o então primeiro-ministro japonês, Kakuei Tanaka. Aliás, a parceria entre os membros da máfia e os partidos extremistas do país, continua até hoje e traz benefícios para ambos os lados, dando decisão política ao grupo e proteção aos políticos corruptos.
5. Sindroma de Robin Hood
Por serem implacáveis nas suas missões, os membros da Yakuza costumam ver mortes violentas como uma forma poética e honrosa. Além disso, acham-se, por vezes, o próprio Robin Hood, roubam dos ricos para ajudar os mais pobres. Infelizmente é que esses conceitos românticos da vida criminosa fazem com que a máfia seja admirada por muita gente.
Um bom exemplo das ações sociais lideradas pela Yakuza foi em 2011, quando o Japão foi atingido pelo tsunami. Nessa época, a máfia respondeu, tomando parte da situação com maior agilidade que o próprio governo japonês, entregando carregamentos de comida, água potável, cobertores e suprimentos de higiene pessoal nos abrigos.
6. Tatuagens

Uma das marcas mais conhecidas dos membros da Yakusa são as tatuagens. Os filiados não possuem um só símbolo ou uma só tatuagem, tatuam o corpo inteiro (poucas são as partes poupadas), o desenho torna-se uma verdadeira armadura carregada de simbolismos.