domingo, 22 de agosto de 2021

USHIKU DAIBUTSU - A ESTÁTUA DE BUDA MAIS ALTA DO JAPÃO

Nem as estátuas mais famosas do mundo, como a Estátua da Liberdade (93 m) o Cristo Redentor (38 m), ou o Cristo Rei em Portugal (110m) superam o monumento Ushiku Daibutsu em altura. Aliás, ela também é mais alta que a famosa estátua Great Buddha de Kamakura (13,35 metros).

Considerada a mais alta do Japão, com 120 metros de altura, incluindo os 10 metros de base e de plataforma com formato de flor de lótus, a estátua Ushiku Daibutsu é feita de bronze e pesa aproximadamente 4.000 toneladas.

Durante anos, foi considerada a  mais alta do mundo e hoje encontra-se entre as três maiores, ultrapassada pelo Buda do Templo da Primavera da China com 128 metros e para Laykyun Setkyar em Mianmar com 116 metros.

Através do interior da estátua, o visitante pode subir até aos 85 metros onde há uma plataforma de observação.


Dizem que em dias bastante claros é possível observar o Tokyo Skytree de Tokyo. Além disso, a estrutura tem um museu no seu interior.

A estátua Ushiku Daibutsu, também conhecida como Ushiku Arcadia, representa Amitabha Buda, um dos Cinco Budas da Meditação.

Foi construída em 1993 em comemoração ao nascimento de Shinran, fundador do Jodo Shinshu ou “Verdadeira Escola da Terra Pura”, um dos ramos do Budismo.

A estátua Ushiku Daibutsu localiza-se em Ushiku, Província de Ibaraki, a uma hora a nordeste de Tokyo.

O monumento é rodeado por um jardim e por um parque de animais de pequeno porte.

É um monumento impressionante que deve ser visitado.



sexta-feira, 16 de julho de 2021

OS FILHOS DOS SAMURAI

Os filhos dos samurais recebiam desde cedo, uma educação apropriada à classe guerreira, que se resumia a duas ordens de aprendizagem:

A escrita e conhecimentos de clássicos japoneses e chineses. O manejo de armas a partir dos 5 anos de idade, aprendendo a lidar com pequenos arcos e flechas, feitos a partir de finos bocados de bambu, atirando contra alvos ou caças como veados e lebres, tudo sob orientação paterna. Treinavam também equitação, indispensável para um bom guerreiro.

O samurai considerava como ponto de honra e regra geral, ele próprio educar os filhos, com a indispensável cooperação da esposa, empenhando-se no sentido de incluir nas suas mentes os princípios de piedade filial, lealdade e devoção ao senhor, coragem e autodisciplina que os tornassem, por sua vez samurais dignos desse nome.

A criança ingressava com a idade de 10 anos num mosteiro budista, onde permanecia durante 4 ou 5 anos, recebendo uma educação rigorosa e intensiva.

De manhã, lia-se o sutra e depois treinava-se caligrafia até o meio-dia. Após o almoço, o aluno ia às aulas de matérias gerais, seguidas de exercícios físicos. Finalmente, a noite era reservada normalmente para a poesia e música, os samurais apreciavam em particular a shakuhachi ou fue (flauta de bambu), como instrumento masculino.




sábado, 5 de junho de 2021

MESTRE GICHIN FUNAKOSHI - PRINCIPAIS DADOS BIOGRÁFIOS

 

1868 - Nasce em Shuri, Okinawa. (Okinawa ilha do arquipélago de Ryukyu cuja principal cidade é Naha.

1879 - Inicia a sua prática de Okinawa-te. (Forma de combate tradicional da ilha de Okinawa)


1888 - Completou o seu curso de professor escolar. Conseguiu emprego como professor numa escola primária em Shuri, com a idade de 21 anos.

1891 a 92 - Recusa uma promoção que o sujeitaria a uma transferência e consequente afastamento dos seus mestres.


1902 - Recusa uma promoção que o sujeitaria a uma transferência e consequente afastamento dos seus mestres

1906 - Funakoshi participa na primeira demonstração pública de Okinawa-te, perante os representantes da administração e da marinha imperial.


1912 - Introdução do karate a altos representantes da marinha imperial.

1914 - Inicia uma digressão de dois anos, com um grupo de mestres de Okinawa, com os quais realiza mais de cem exibições públicas.


1916 - Exibição em Budoku-ten de Kyoto (primeira exibição pública no Japão).

1921 - Demonstração diante de Hiro Hito, mais tarde, príncipe em Okinawa.


1922 - Participa na demonstração em Okinawa-te, por ocasião do festival de Educação Física em Ochanomizu, Tóquio. Publica a sua primeira obra: Ryu Kempo Karate, editada pela editora Bukiokha (os originais foram destruídos pelo terramoto de 1923); a nova edição foi intitulada Rentam Goshin Karate Jitsu e apareceu em 1926.

1924 - Gijiku, Universidade de Keio, foi incluído o Karate no seu programa de estudos.


1926 - Segundo clube universitário de Karate em Ichiko, universidade de Tóquio.

1927 - Criação dos clubes universitários de Waseda, Takosoku y Shodai. Advertência a alguns dos seus discípulos sobre a possível introdução do Ju-kumite. Ohtsuka e dois discípulos abandonam o dojo.


1930 - Supervisiona já uma dezena de clubes universitários.

1933 - Substituição do significado de Kara como china, por kara como vazio. Troca dos nomes originais das katas em chinês para Japonês.


1935 - Funakoshi publica Karate-do Kyohan.

1936 - Inauguração do Shotokan (a casa de Shoto), primeiro dojo de Funakoshi, bairro de Mijuroko, Tóquio. No mesmo ano, um grupo de mestres em Naha (Okinawa), confirma a denominação da arte marcial como Karate.


1945 - Morre o seu filho Giko Funakoshi, de tuberculose. Entretanto, Funakoshi deixa Tóquio para acompanhar o seu filho. Bombardeamentos americanos destroem o seu dojo ``Shotokan´´.

1947 - A sua mulher morre e ele decide reconstruir o seu dojo, mas as artes marciais japonesas haviam sido proibidas por três anos, pelas forças de ocupação americanas.


1949 - Isao Obata, discípulo de Funakoshi, funda a ``Associação Japonesa de karate´´. Imediatamente, foi nomeado Funakoshi como instrutor chefe da associação.

1950 - A Associação Japonesa de karate cria as regras para a competição. O karate faz a sua aparição em França, sendo considerados como primeiros praticantes deste país, Alcheik e Plee.


1954 - Criação da FFKBL – Federação Francesa de Karate e Boxe Livre. Vários especialistas japoneses deslocam-se a França, dando origem a um rápido desenvolvimento da modalidade. Muitos deles fixam-se aí, auxiliando os franceses no seu trabalho. São eles, Mochizuki, Murakami e Oshima.

1956 - Escreve o seu último livro: Karate-do, o meu caminho.


1957 - Faleceu em Tokio, com a idade de oitenta e nove anos.


1960 - A FFKBL integra-se na FFJDA (Unificação das Federações de Judo e da de Karate).

1962 - Primeiro campeonato de karate de França.

1965 - Criação da UEK – União Europeia de Karate.

1966 - Primeiro campeonato da Europa de Karate.

1972 - Segundo Campeonato do Mundo, em Paris, tendo, a equipa francesa saído vencedora e sagrada campeã do mundo.

1977 - A atração que o karate exerce sobre os jovens é reforçada por numerosos filmes e propaganda. O número crescente de praticantes está na origem da separação do Judo e do Karate.




NAVEGADORES PORTUGUESES E O JAPÃO

 

Após a chegada ao Brasil, em 1500, os portugueses navegaram para o Japão. Os séculos XV e XVI foram uns anos de grandes expedições e consequentes descobertas.

Em 1512, durante o reinado de D.Manuel I, chegam notícias de que existiria um arquipélago, na região onde o mercador italiano Marco Polo, na sua longa viagem pela China, em 1291, tomara conhecimento ,chamado “Cipango” ou “Ji-pangu”, local onde o sol nasce, em chinês. Não era lenda, como pensavam os contemporâneos do famoso mercador.

Na época os japoneses viviam isolados, pelo fato do país não ter ligação por terra com nenhum outro, só tinham contato com a China e Coreia, de onde receberam fortes influências culturais, como a escrita, o cultivo do arroz e o budismo. Mas a informação que o ocidente tinha do Japão ainda vinha de mercadores, que tinham circulado pelo continente chinês. “Uma ilha grande, de gente branca, de boas maneiras, formosos e de uma riqueza incalculável”, descreveu Marco Polo. A descrição deixava o novo país envolto numa névoa de fabulosas riquezas, e quando Cristóvão Colombo descobriu o Haiti, em 1492, estava convencido de que tinha chegado ao misterioso Cipango.

Já em 1540, as informações sobre o Japão estão mais claras, pois barcos japoneses ancoravam nas pequenas ilhas de Liampo (Ning-po), na costa chinesa, e lá tinham contato com mercadores portugueses. Ancoravam ali também barcos chineses de junco. Foi um desses barcos, segundo a história, que se dirigia para Liampo carregando três portugueses, que sofreu uma violenta tempestade e foi parar na ilha de Tanegashima, ao sul do Japão. A data desse acontecimento é 23 de setembro de 1543, de acordo com Teppo-ki (crônica da espingarda), escrito no Japão no início do século XVII.

Teppo-ki narra a introdução da espingarda pelos três náufragos portugueses e descreve as observações do chinês que atuou como intérprete dos estrangeiros:
“Estes homens bárbaros do sudeste são comerciantes. Compreendem até certo ponto a distinção entre superior e inferior, mas não sei se existe entre eles um sistema próprio de etiqueta. Bebem em copo sem o oferecerem aos outros, comem com os dedos, e não com pauzinhos como nós. Mostram os seus sentimentos sem nenhum fingimento. Não compreendem os caracteres escritos. São gente sem morada certa, que troca as coisas que possuem pelas que não têm, mas no fundo são gente que não fazem mal”.

O padre Francisco Xavier, que se encontrava em Málaca, na China, tomou conhecimento da descoberta do Japão pelos portugueses e ao conhecer um foragido japonês chamado Anjiro (que pode ser Ângelo, um nome de batismo), tomou a decisão de ir expandir a fé cristã no novo país.

Fugindo de uma acusação de homicídio, Anjiro havia procurado refúgio no navio do capitão Jorge Álvares, que esteve no Japão em 1544. Anjiro acompanhou Francisco Xavier em 1549 ao Japão e auxiliou-lho no trabalho de cristianização.

Numa das passagens mais curiosas da história, Xavier viaja para Kyoto, e em apenas onze dias verificou a razão porque a catequização não progredia e os japoneses davam pouca atenção às suas palavras, era a pobreza de que fizera voto, e que aos japoneses os impressionava mal. Quando soube que o daimyõ (senhor feudal) de Yamaguchi era o mais poderoso do país, dirigiu-se para lá vestindo ricas vestes sacerdotais. O daimyõ ficou impressionado e recebeu de Xavier cartas do vice-rei da Índia e do bispo João de Albuquerque, pedindo autorização para o jesuíta pregar o cristianismo ali. A autorização do daimyõ, datada de 1552, diz:

“Este documento prova que dei licença aos padres vindos do Ocidente, para encontrarem ou construírem um mosteiro a fim de espalharem a lei de Buda”. A última expressão mostra que os japoneses pensavam que se tratava de uma seita budista vinda da Índia. De fato, o daimyõ deu-lhes um mosteiro budista para se instalarem.

Ao mesmo tempo que o cristianismo crescia, o comércio português também foi intensificando com o Japão. Os portugueses circulavam por vários portos e em todos faziam negócios. No Japão compravam prata, cobre, objetos laqueados e espadas. E vendiam sedas e ouro adquiridos na China. Em pouco tempo, Portugal passa a ser o único país a intermediar negócios entre o Japão e a China.

Apesar dos acontecimentos que se seguiram, como a chegada dos holandeses, a expulsão dos portugueses, o encerramento dos portos e o completo isolamento do Japão, a influência portuguesa no Japão pode ser vista ainda na atualidade. E não somente em Nagasaki, onde a presença portuguesa foi mais forte e demorada, mas em todo o arquipélago, atravessando o mar e chegando, curiosamente até o Brasil.

Como um simples exemplo dessa integração, temos algumas igrejas católicas no Brasil, onde as missas são realizadas em idioma japonês, por padres japoneses ou descendentes.

Palavras oriundas do português que são usadas no Japão:

·         Kappa = Capa

·         Shabon = Sabão

·         Koppu = Copo

·         Castera = bolo de Castela

·         Pan = Pão

·         Kabocha = Abóbora da Camboja – Obs. enquanto em São Paulo, graças à presença japonesa, os feirantes chamam aquela abóbora de casca dura e escura de “kabotiá”, no Japão, em algumas regiões, a mesma é conhecida como “boburá”, derivado de abóbora.

·         Tempura = Tempero

·         Arigatou = Obrigado. Alguns estudiosos dizem que a palavra de agradecimento comum em japonês é derivada do português.

Palavras japonesas que fazem parte do português:

·         Biombo = Byobu

·         Quimono = Kimono

·         Judo = Judo

·         Caratê – Karate

 



terça-feira, 25 de maio de 2021

FORMAS DE COMPETIÇÃO

 

A expressão competitiva, institucionalizada inter-estilos, inicia-se em 1965 com os primeiros campeonatos Japoneses sob a égide da Japan Karaté Federation (JKF fundada em 1962). Em 1966, é fundada a EKU (European Karatedo Union), tendo lugar em Paris os primeiros campeonatos europeus de Karaté.
Em 1970, tiveram lugar em Tóquio, no mês de outubro, os primeiros campeonatos do Mundo de karaté. Foi nessa ocasião que se reuniram os delegados de 33 países para criarem a Federação Internacional de Karate (WUKO), World Union of Karate-do Organizations). Os segundos campeonatos do Mundo tiveram lugar em Paris, em 1972.
Depois seguiram-se Long-Beach em 1975, Tóquio em 1977, Madrid em 1980, Taipei em 1982, Maastricht em 1984, Sydney em 1986, etc.
Em 1993, a WUKO, num movimento de fusão com a ITKF (International Traditional Karate-do Federation) passa a denominar-se WKF (World Karatedo Federation), também conhecida por FMK (Federação Mundial de karate), tendo-se realizado em novembro de 1996 os 13ºs Campeonatos de Mundo em Sun City na África do Sul.

As competições de karaté devidamente institucionalizadas, pretendem garantir a segurança dos karatecas e a igualdade de critérios de avaliação.


A prova de Kata tem duas formas fundamentais de organização:

 - Individual e por equipa


A prova de kumite tem três formas de organização:

Individual absoluto (sem categorias de peso, Individual por categorias de peso e por equipa.

Se à primeira categoria está subjacente o combate livre e regulamentado, com adversários do mesmo sexo, à segunda, com o objetivo de nivelar algumas potencialidades antropométricas, categorizam-se os combates segundo o critério tradicional do peso.

Na prova de Kumite equipas, os combates decorrem sucessivamente entre cada um dos cinco representantes de cada equipa, o que leva a uma sequência de cinco combates para os homens e três para as mulheres. Ganha a equipa que obtiver maior número de vitórias.

A regra fundamental no Kumite é a do controlo absoluto de todos os movimentos, já que não se pode ferir deliberadamente o adversário, nem ter comportamentos que ponham em risco a própria segurança. Quem não cumpre estes princípios básicos é penalizado ou expulso da competição.

Os competidores, têm que executar os ataques de forma a evidenciarem a técnica ou sequência de técnicas. Caso não controlem os movimentos, podendo ferido gravemente o opositor, são penalizados com ipon-2 pontos ou um wasari-1 ponto, dependendo da gravidade da falta.

Não se trata de avaliar se bateu com maior ou menor força, mas antes avaliar, o timming, a velocidade de execução e a precisão no toque em zonas pontuáveis. Estas são as qualidades que se esperam de um competidor. Devemos promover o respeito pelo adversário e a sua integridade física. 

As Esquivas com o corpo (Tai-Sabaki) no combate:

As esquivas aos ataques são muito importantes no karaté. Alguns estilos, desvalorizam o bloqueio direto ao ataque, treinando intensamente as esquivas e contra-ataque. Podemos encara-las como uma forma avançada de defesa. O bloqueio a um ataque é o reflexo instintivo, a esquiva e contra-ataque exige grande experiencia e domínio de cada uma das técnicas.



terça-feira, 18 de maio de 2021

AS 10 FLORES MAIS POPULARES DO JAPÃO

 

AS 10 FLORES MAIS POPULARES DO JAPÃO

As estações bem definidas são uma das grandes características do Japão. A paisagem transforma-se em cada mudança de estação, havendo a oportunidade de se ver diferentes espécies de flores. A tradição de apreciar as flores é algo que faz parte da cultura japonesa e não se restringe apenas à primavera e ao sakurá.

Em cada estação, os festivais mudam conforme o aparecimento das flores. Embora a flor de cerejeira, seja sem dúvidas a flor mais popular do Japão, há muitas outras igualmente bonitas que também merecem a nossa atenção.

Normalmente, a floração começa no Sul (Okinawa) e vai subindo até chegar ao norte (Hokkaido). Isso acontece por causa das diferenças climáticas do país.

Flores de Ameixoeira


Floração: Meados de fevereiro a meados de março.
Dicas de locais e/ou festivais:

Kairakuen (Ibaraki)
KoishikawaKorakuen (Tokyo)
YushimaTenjinShrine (Tokyo)
Hanegi Parque (Tóquio)
KitanoTenmangu (Kyoto)
DazaifuTenmangu (Fukuoka)

Flores de Cerejeira (Sakurá)


Floração: Final de março a meados de abril.

Tulipas


Floração: Durante o mês de abril
Dicas de locais e/ou festivais:


Tanto TulipMatsuri (Hyogo)

Festival de Tulipas em Tonami (Toyama)

Festival de Tulipas em Niigata (Niigata)

Parque temático HuisTenBosch (Nagasaki)

 

PinkMoss (Shibazakura)


Floração: Meados de Abril a meados de Maio.
Dicas de locais e/ou festivais:

Fuji Shibazakura Festival (Shizuoka)

Chichibu Hitsujiyama Park (Saitama)

Higashimokoto Flower Park (Hokkaido)

 

Glicínia (Fuji)


Floração: Final de abril a início de maio.
Dicas de locais e/ou festivais:

Ashikaga Flower Park (Tochigi)

Kawachi Fuji Gardens em Kitakyushu (Fukuoka)

 

Rosas (Bara)


Floração: Mês de maio.
Dicas de locais e/ou festivais:

Fukuyama Rose Festival (Hiroshima)
Rose Festival em Kyu-Furukawa (Tóquio)
KanoyaRose Festival (Kagoshima)

Hortênsias (Ajisai)


Floração: Meados de junho a meados de julho
Dicas de locais e/ou festivais:

Osaka Fumin-no-mori (Osaka)
Shimoda Koen (Shizuoka)
Templo Hondoji (Chiba)
Santuário OhirasanJinja (Tochigi)

Flor de Íris (Hanashobu)


Floração: Mês de junho
Dicas de locais e/ou festivais:

KatsushikaShobuMatsuri (Tóquio)
Itako Iris Festival (Ibaraki)
Sawara Íris Festival (Chiba)
Hyoko Iris Festival (Niigata)

Girassóis (Himawari)


Floração: Início de julho a início de agosto.
Dicas de locais e/ou festivais:

Hokuryu-choHimawari Matsuri (Hokkaido)
Zama Himawari Matsuri (Kanagawa)
KitanakagusukuHimawari Matsuri (Okinawa)

Lavanda


Floração: Meados de julho a início de agosto.
Dicas de locais e/ou festivais:

Campos de lavandas em Furano e Biei (Hokkaido)

HinodePark em Kami Furano (Hokkaido)

O outono também é uma época muito especial para a visualização do Koyo, que em japonês significa “folhas vermelhas”


sexta-feira, 2 de abril de 2021

O AIKIDO - A VIA DA HARMONIA DO ESPIRÍTO

 


Mestre Morihei Ueshiba, nasceu em Tanabe (Prefeitura de Wakayama), a 14 de dezembro de 1883 e faleceu a 26 de Abril de 1969. Foi o único rapaz dos 5 filhos de Yoroku e Yuki Ueshiba.

O seu corpo não era o de um atleta, mas sim magro e pequeno, com 1,54m de altura, teve que se esforçar com constantes exercícios físicos, de modo a obter um corpo são e vigoroso. Mais tarde, todo esse esforço foi compensado, tornando-o um homem respeitado, também pela sua força física.

Desde tenra idade é atraído pela religião. Estuda o chinês e a religião budista sob a direção dum sacerdote shingon. Manifesta um grande interesse pela oração e pela meditação.

Em 1901, instala-se em Tokyo, funda uma livraria de venda de rua e à noite estuda o jiu-jitsu, sob orientação de Tokusaburo Tozawa na escola Kito-ryu e o Ken-jitsu (arte do sabre e da esgrima japonesa), na escola de Shinkage, na cidade de Sakai. Paralelamente, pratica o Ken-Jutsu (sabre) num dojo de “Shinkage Ryu”.

O jiu jutsu, uma arte marcial que não se popularizou mais, porque era ensinada em segredo no seio das famílias da nobreza guerreira.

A família Takeda, foi uma das suas depositárias e só nos primórdios do século XX é que o último sobrevivente desta linhagem, Takeda Sokaku, deixou que se divulgasse discretamente o seu ensino.

Com vinte anos, alista-se no exército (37º regimento da 4ª divisão de Osaka), participando na guerra Russo-Japonesa, deixa o exército no ano de 1906, para se juntar à família em Tanabe.

Em 1912, Ueshiba, instalasse na ilha Hokkaido, onde encontra o mestre Sokaku Takeda, da escola Daito Ryu, convidando-o a permanecer na sua casa e torna-se seu discípulo.

Em 1920, após o falecimento do pai, vai para Ayabe estudar sob a direção do Mestre Deguchi.

Em 1924, Ueshiba segue o mestre Deguchi até à Mongólia, para fundarem uma comunidade utópica para o amor e a fraternidade universal, segundo os princípios do Omoto Kyo. Pouco depois são presos durante alguns meses, a mando do governo chines, é graças à intervenção do governo japonês que escaparam ao fuzilamento. É neste período que, Morihei Ueshiba, entende que o verdadeiro Budo, não é vencer um adversário pela força, mas guardar a paz neste mundo, anuindo e favorecendo o desenvolvimento de todos os seres.

O Aikido nasceu no ano de 1925, fruto de todas as vivências e experiências espirituais e em 1926 passou a ser respeitado pelos seus pares, políticos e militares.

Aikijutsu significa a arte da harmonização das energias. Há quem diga que é o pai do Aikido.

Os alunos que com ele treinavam, adquiriram grandes conhecimentos técnicos e compreenderam qual era o espírito das Artes. A vitalidade e o esforço estavam na ordem do dia, naquele Dojo, às cinco da manhã, levantavam-se e limpavam o Dojo, treinando até altas horas da madrugada, tendo a seu cargo cuidar do Mestre.

Alguns deles, mais tarde, foram enviados pelo Mestre para ensinar a sua Arte noutras terras.


Em 1931, vai para Tokyo e instala-se num dojo, construído de raiz, no bairro em Wakamatsucho, conhecido como Kobukan.

Em 1942, durante a época da guerra, sai da cidade e instala-se na aldeia de Iwama (a 120 km de Tokyo) para aí viver e praticar a sua arte. Ainda hoje, se pode visitar o santuário do Aikido (Aiki Jinja).

Quando a guerra terminou, a prática de todas as artes marciais foi proibida pelos americanos. Em 1948, concederam uma autorização especial à escola Aikikai, permitindo a abertura dos dojos e o regresso aos treinos, atendendo ao facto de que esta prática conter uma mensagem de paz.

A partir dessa altura houve um aumento significativo no número de alunos que seguiam o mestre.

Quando se dá o falecimento do mestre Morihei Ueshiba, o Aikidô já se encontra difundido pelos cincos continentes.

“Não transformeis a prática do Aikido num absurdo teste de força”, dizia Morihei Ueshiba.