terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

BRUCE LEE (1)

BRUCE LEE  (Nasceu em San Francisco 27/11/1940 e faleceu em Hong-Kong 20/07/1973)

Foi um dos grandes atores das artes marciais, um atleta dedicado de corpo e alma em permanente busca e aperfeiçoamento técnico, contribuindo, de uma forma significativa, para a divulgação dessas artes.

Faleceu precocemente com 32 anos de idade, Bruce estava no início de uma brilhante carreira cinematográfica.

O pai, Lee Koi Chuen, era um comediante e artista da Opera Chinesa. Pouco tempo depois de ter nascido, foi levado para Hong Kong, onde viveu e cresceu até aos dezoito anos.

Seu pai, que tinha alguns conhecimentos de Kung Fu e Tai chi, ensinou-lhe desde muito novo estas Artes.

Posteriormente, entrou no Dojo Kwoon de um velho Mestre de Kung Fu Wing Chun chamado Yip Man. Bruce punha em prática na rua o que tinha aprendido horas antes, no Kwoon, o que lhe trouxe grandes problemas durante os últimos anos da sua juventude em Hong Kong.

Mais tarde, a família mudou-se para os Estados Unidos, onde Bruce continuou a estudar as artes marciais.

De início, trabalhou num restaurante de Seattle chamado Ruby Chow, de um amigo do pai. Instalou numa das divisões do restaurante um boneco “Wooden Dummy modificado”, que utilizava nos seus treinos, mas os donos do restaurante proibiram-no de treinar a certas horas, devido ao enorme ruído que fazia quando golpeava o boneco.

Por volta do ano de 1962, Bruce estudava na Universidade de Washington, como filósofo leitor, quando conheceu um japonês chamado Taky Kimura. Tendo deixado o restaurante onde trabalhava, Bruce e Kimura abriram um pequeno Dojo Kwoon no Chinatown de Seattle, mudando três vezes de local de treino durante a estadia em Washington.

Foi em Oakland que Bruce abriu um Dojo Kwoon , começou a dar forma a um novo estilo a que daria o nome de Jeet Kune Do (o caminho do punho interceptor). Este nome resulta das conclusões a que Bruce Lee chegou sobre a necessidade que havia de interceptar o movimento do oponente, antes, ou durante a sua execução, mas nunca deixar que o executasse, havendo inclusivamente, que interceptá-lo emocionalmente. Este estilo resulta de modificações ao Wing Chun, incorporando golpes de boxe inglês, saco, puching ball, vários tipos de técnicas de pés, footing, etc.

Ao mesmo tempo, dava forma ao seu estilo, ainda que uma vez tenha dito: “não acredito nem em sistemas nem em métodos”. Durante a sua curta vida escreveu uma série de livros acerca do Jeet Kune Do.

Mais tarde, através dos seus amigos James Y. e Taky Kimura, começou a dar exibições que, na maioria das vezes, não saíam dos círculos da sociedade chinesa.

Em 1964, foi chamado para fazer uma demonstração nos internacionais de Long Beach, organizados por Ed Parker, tendo sido aí que começou a sua carreira de actor de filmes de ação.

Os seus filmes, foram vistos em todo o mundo, no cinema e televisão, hoje em dia no You Tube.

De 1964 a 1969, participou nos filmes, Batman, Longstreet, Marlowe. O Invencível, Big Boss, O Dragão Ataca, A Fúria do Dragão, filmes produzidos de 1969 até à sua morte, alcançou a maior notoriedade, sendo considerado na época, a maior estrela do filme internacional.

A sua graduação técnica equivalia à graduação internacional de 4º Dan. Para além do Karate, era perito no manejo dos bastões chineses (Nuchanku), sendo um exímio executante dessa arma.

No dia 20 de Julho de 1973, morreu em Hong Kong, um dos homens que mais contribuiu para a divulgação das Artes Marciais no mundo.

A sua morte foi rodeada de mistério, mas está quase oficialmente estabelecido que morreu em consequência de uma pancada, no decorrer de um treino para as filmagens, que ocasionou uma hemorragia interna no cérebro. O seu funeral Budista foi assistido por milhares de adeptos seus.

  

Foi num sábado, 20 de Julho de 1973. Desapareceu o homem, começou a lenda.



quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

ANÁLISE SOBRE TÉCNICAS DE KARATE

 

Foram efectuadas análises experimentais sobre os golpes diretos de karate, em colaboração com o professor Yoshio Kato da Universidade de Takushoku em Tóquio.

Para este estudo, foram realizados eletromiogramas e foi utilizada uma câmara de cinema de 16 mm, filmando a 64 imagens por segundo, com a finalidade de estudar o trabalho dos músculos envolvidos e a composição dos movimentos no karate.


1.a) Velocidade de um Choku-tsuki (golpe directo).

 

 

Graduação

do Executante

 

Tempo

Requerido

Velocidade

   Média                     m/seg.   

 

Velocidade

Máxima    m/seg.

 

Velocidade

Final m/seg.

 

Cinto Negro 4ºDan

 

0,156

 

5,06

 

7,10

 

5,16

 

Cinto Negro 2ºDan

 

 

0,219

 

 

3,25

 

 

6,71

 

 

4,48

 

 

Aluno 8º Kyu

 

 

0,269

 

 

2,88

 

 

4,68

 

 

2,90

 

1.b) Velocidade de um Oi-tsuki (directo avançado).

 

 

Graduação

do Executante

 

 

Velocidade

Média m/seg.

 

 

Velocidade

Máxima m/seg.

 

 

Velocidade

Final m/seg.

 

 

Cinto Negro 4ºDan

 

5,52

 

12,64

 

8,21

 

Cinto Negro 2ºDan

 

4,84

 

11,45

 

7,78

 

Aluno 8º Kyu

 

3,35

 

7,10

 

4,56



Os dados obtidos indicam que o punho de um cinturão negro avançado, dirige-se ao alvo mais rápido e com maior velocidade do que a de um principiante, que não tem ainda muito treino.

O movimento do corpo, registado ao realizar o oi-tsuki, revela o mesmo fenómeno. Outra conclusão é que a velocidade máxima se obtém na segunda metade do movimento, e supondo 100, o tempo requerido para executar esse movimento, em vinte dos vinte e três casos realizados, a velocidade máxima obtinha-se em pontos situados entre os 70 e os 80 desse tempo.

1.c) A aceleração do punho.

De acordo com os dados obtidos, notou-se uma grande aceleração imediatamente após o início do movimento, seguida de uma desaceleração; depois, produz-se uma segunda grande aceleração ao estender o braço, seguida de outra desaceleração. A primeira registou um valor de 74 m/seg. e a segunda de 37 m/seg.

1.d) Força registada no Tameshi-wari.

Utilizando duas tábuas suspensas (com um peso de 1,5 kg) que foram partidas por um Choku-zuki e, filmada a execução da técnica,  verificou-se  que  o  centro  de  gravidade do corpo se afasta 8,5 cm para a frente.

De igual forma, ainda que nem todas as películas estejam visíveis, em particular, no momento em que o punho faz o contacto e parte as tábuas, fixando-nos nas mais nítidas, pode-se calcular uma força de impacto de 170 kg/cm2. Para isso, foi necessário considerar um tempo arbitrário de contacto do punho com a madeira de 1/100 seg., o qual se pode considerar como válido, pois observou-se, nas películas, que o período de contacto era claramente menor a 1/64 seg. Desta suposição, podem estabelecer-se cálculos de força de impacto até 700 Kg/cm2. 




 

Consumo de Calorias por Hora

 

 

Kata Santin

 

1600

 

Kata Suparimpe

 

930

 

Kata Seentin

 

530

 

Aquecimento

 

315

 

Aquecimento Pesado

 

490

 

Shiai – Kumite

 

690

 

Jiu – Kumite

 

1080

 

Futebol

 

700

 

Bicicleta

 

560

 

Dançar

 

315

 

Caminhada

 

350

 

Beijo

 

12




domingo, 3 de janeiro de 2021

HARAKIRI – SUICÍDIO SAMURAI

 

Um aspecto do código do samurai, que fascinava e intrigava os estrangeiros, consistia na obrigação e dever que um samurai tinha de praticar o ‘harakiri’ ou ‘sepukku’ (evisceração), em determinadas circunstâncias.

De acordo com alguns registros o primeiro samurai a praticar o ‘harakiri’ teria sido Tametomo Minamoto em 1170 D.C., após perder uma batalha no leste. Samurai lendário pertencente ao clã Minamoto, Tametomo era conhecido por sua descomunal força e valor individual nos combates.

Participou nas famosas lutas do incidente (na prática, golpe de estado) de Hogen (1156 D.C.) , quando membros das famílias Taira e Minamoto misturaram-se com partidários da nobreza em luta na capital Heian. No incidente de Hogen evidenciou-se que o poder efetivo, já estava nas mãos poderosas dos samurais e não nas fracas mãos dos aristocratas da corte.


Nesse incidente houve apenas uma luta entre os partidários do imperador Goshirakawa e do ex-imperador Sutoku, e apenas nesse combate travado nas ruas de Heian, os partidários do ‘tennô’ venceram as forças do ‘in’ ( ex-imperador).

Existe uma outra versão segundo a qual Tametomo teria ido até ás ilhas ‘Ryukyu’ em Okinawa, no extremo sul do arquipélago, onde, desposando a filha de um chefe local, fundou uma dinastia. Mas, a morte de Tametomo provavelmente ocorreu em 1170 D.C. , após uma derrota, realizou-se então o ‘sepukku’, sendo assim efetuado o primeiro ‘harakiri’ registrado na história dos samurais.


Vários motivos podem levar um samurai a cometer o ‘harakiri’:

- A fim de admoestar seu senhor


- Por ato considerado indigno ou criminoso, por exemplo, uma traição


- Evitar a captura em campos de batalha, já que para um samurai constitui uma imensa desonra ficar prisioneiro do inimigo e também porque é considerado uma política errada. Os prisioneiros na maioria das vezes são maltratados e torturados.

O samurai tem um grande desprezo por aquele que se rende ao adversário. Por isso o código (não escrito) de honra de um samurai exige que ele se mate antes de ficar prisioneiro nas mãos inimigas.

Como leal servidor, o samurai sente-se na responsabilidade de chamar a atenção do seu amo pelas faltas e erros por ele apresentados. Se por fim, o samurai falhar (o conselho franco ou pedido direto), o samurai-vassalo recorre ao extremo meio de sacrificar a sua vida, a fim de fazer o seu senhor voltar ao bom caminho.

Muitos são os exemplos históricos, existe o de um samurai subordinado que imolou-se para chamar a atenção do seu amo, isso aconteceu na vida de Nobunaga Oda, um dos mais brilhantes generais da época das guerras feudo nipônicas.

Nobunaga Oda era violento e indisciplinado quando jovem, ninguém conseguia corrigi-lo. Um samurai-vassalo, que servia a família Oda por muito tempo, praticou o ‘sepukku’ de advertência. Conta-se que, diante desse incrível sacrifício do devotado servidor, Nobunaga mudou de conduta, assumindo responsabilidades de chefe do clã, marchando para sucessivas vitórias.




terça-feira, 1 de dezembro de 2020

REGRAS DE ETIQUETA NO JAPÃO

 

O Japão é um país excecional, tanto pelas suas invenções, como pela sua cultura e regras de etiqueta complexas, que demonstram que os japoneses prezam muita educação. Para nós, pode parecer desnecessário transformar atos simples em “cerimônias”, mas no Japão isso é normal, e as pessoas estão acostumadas desde crianças a esses costumes.

 

 Dinheiro

Os japoneses têm vergonha de mostrar dinheiro em público. Portanto, os envelopes de dinheiro decorados são muito populares por lá. Quem não tem um desses envelopes, precisa envolver as notas num pedaço de papel antes de o entregar a alguém. É claro que, não é necessário fazer isso nos supermercados.

 

Tratamentos

Tratar as pessoas pelo nome não é suficiente no Japão, e o título respeitoso “-san” é apenas um dos vários utilizados por lá. Na verdade, existem outros sufixos honoríficos para se referir às pessoas.

“-kun” – menos formal do que “-san”. O uso geral de “-kun” significa aproximadamente “amigo”.


“-chan” – um sufixo diminutivo, usado principalmente para crianças, familiares, namorados e amigos íntimos.


“-sama” – usado para se referir a idosos.


“-senpai” – para falar com os amigos mais antigos ou colegas de escola.


“-sensei” – para professores, médicos, cientistas, políticos e outras figuras de autoridade.


“-shi” – para escrita formal.

 


Cumprimentos

A arte de se curvar é tão importante no Japão, que as crianças o aprendem desde cedo. Existem muitas maneiras diferentes de cumprimentos no Japão.


A curva de saudação (“eshaku”) de 15° serve para cumprimentar pessoas de igualdade de negócios ou social.


A curva (“keirei”) de 30° serve para um professor ou chefe.
A curva reverente (“saikeirei”) de 45° deve ser usada para pedir desculpas ou cumprimentar o imperador.


A curva apoiando os joelhos no chão só é utilizada atualmente se a pessoa tiver feito algo terrível.

 


Presentes

No Japão, a cultura de dar presentes é muito forte. Em muitos países, é costume abrir um presente na mesma hora. Porém, no Japão esse é um sinal de ganância e impaciência.

 


Transportes de Metro

No metro, existem algumas regras restritivas que os japoneses devem seguir. A conversa não é permitida (inclusive pelo telemóvel), e é indelicado ficar a olhar para as outras pessoas. Não é habitual desistir do seu lugar e cedê-lo para os idosos. Há assentos especiais marcados com um sinal para eles, bem como para pessoas com deficiência e mulheres grávidas, que não devem ser ocupados por outros usuários.

 


Troca de cartões de visita

Trocar cartões de visita no Japão não é simples. É preciso ter em atenção,  pois a frente do cartão deverá estar voltada para a frente da pessoa a quem o estamos a dar, devendo entregar-lho com ambas as mãos. Quem recebe um cartão de visitas deverá observa-lo durante alguns segundos e colocá-lo numa carteira, não se esquecendo, no final, de se curvar.

 


Tocar as pessoas

No Japão, é rude olhar as pessoas nos olhos e tocá-las. O país não é muito grande, pelo que,  cada japonês respeita o espaço pessoal dos outros. Beijar em público também é mal visto por lá. Antes de 1945, isso era considerado uma violação da ordem pública.

 

A arte de se sentar corretamente

Sentar-se dobrando as pernas debaixo das coxas é chamado de “seiza”, e os japoneses sentam-se no chão apenas dessa maneira. 

 


Bebidas alcoólicas

Quando os japoneses bebem, a hierarquia social desmorona totalmente (eles bebem muito). Um professor local pode beber com seus alunos, e depois ser arrastado para casa por eles. Um chefe pode beber com seu funcionário num bar de karaoke e vomitar no seu fato. E isso é normal. Curiosamente, quando todos ficarem sóbrios, eles se comportarão como se nada tivesse acontecido.

 


Na despedida

No Japão, os clientes e parceiros comerciais são tratados com um respeito incrível. Quando saem do local, toda a companhia os segue até à porta ou ao elevador e continua curvando-se até as portas serem fechadas. Os japoneses da nova geração acreditam que isso é um pouco exagerado, e muitas vezes ignoram esse ritual.

 


No elevador

O primeiro a entrar num elevador vazio torna-se o “capitão” do elevador e deve ficar perto dos botões. Ele manterá a porta aberta até que todos tenham entrado no elevador, repetindo isso em cada andar em que o elevador parar. Deverá executar essas tarefas de forma rápida e ser o último a sair.