quarta-feira, 6 de outubro de 2021

KARAKAMI – UMA ARTE MILENAR JAPONESA

 

A técnica de impressão Karakami é originária da China e foi trazida para o Japão durante o período Nara. Trata-se de uma arte artesanal que ainda está muito presente nas casas japonesas nos dias de hoje.

Como sabemos, a arte com papel faz parte da cultura japonesa. O Origami é um exemplo disso, assim como o Karakami, que foi muito usada por aristocratas do período Heian para escrever os seus poemas, utilizando papel, pigmentos e xilogravuras. Já no período Edo, a arte popularizou-se, tornando-se acessível para a grande maioria da população japonesa.

Os motivos impressos são variados tais como flores de cerejeira e dragões chegando a inspirar vários artistas europeus no século XIX. Simplificando, o Karakami é como um tipo de xilogravura, onde se usa madeira de magnólia esculpida à mão com padrões tradicionais.


Os artesãos japoneses são muito perfecionistas e habilidosos. Para além disso, a paciência e a dedicação são notórias no processo de criação do Karakami, uma arte milenar que atravessou gerações e que requer muita precisão e atenção aos mínimos detalhes para que tudo fique perfeito.

Atualmente existem poucas lojas de Karakami no Japão. Na maioria das vezes os conhecimentos são transmitidos de pai para filho, como no caso de uma família em Kyoto que tem preservado esta forma de arte tradicional há quase 400 anos.


Como é feito o Karakami

O Karakami começou em Kyoto (antiga capital japonesa) durante o período Heian. Era usado especialmente para decorar o Shojifusuma (telas de papel para portas de correr) em casas Shinden-zukuri, pertencentes a samurais e famílias da mais alta sociedade japonesa. Essas casas eram verdadeiros palácios, com um estilo arquitetónico único.

A técnica usada na fabricação de Karakami pode parecer muito semelhante ao método nishiki-E (quadro brocado) ou ao método de impressão têxtil, mas na verdade são técnicas bem diferentes.


O Karakami é produzido por um método tradicional, onde artesãos criam esculturas de impressão mais profundas num tipo específico de madeira chamado Magnoliaobovata.

O tamanho do bloco de madeira varia dependendo do tamanho do papel.
Os materiais de coloração chamados de kira e gofun, são adicionados à sua superfície e o artesão cuidadosamente coloca uma folha, de cada vez, sobre a superfície de modo que o projeto, com os padrões específicos sejam copiados para o papel washi ou papel torinoko.


Antes disso, o papel é pintado com corante para fixar a cor de fundo, mas ao invés de se usar um pincel normal, os artesãos utilizam gaze de seda esticada sobre um anel de madeira, onde é inserido os corantes. Estes são confecionados a partir de uma mistura de mica em pó (gofun), pasta de arroz (nori) e pigmento feito com pasta de algas (funori).


O verso do papel é friccionado com a palma da mão e isso faz com que os desenhos tenham uma aparência suave, fazendo com que se pareçam com impressões e não como estampados. Outra característica marcante do Karakami é que os pigmentos utilizados deixam um efeito de brilho aos desenhos, especialmente quando expostos à luz do ambiente.


domingo, 22 de agosto de 2021

USHIKU DAIBUTSU - A ESTÁTUA DE BUDA MAIS ALTA DO JAPÃO

Nem as estátuas mais famosas do mundo, como a Estátua da Liberdade (93 m) o Cristo Redentor (38 m), ou o Cristo Rei em Portugal (110m) superam o monumento Ushiku Daibutsu em altura. Aliás, ela também é mais alta que a famosa estátua Great Buddha de Kamakura (13,35 metros).

Considerada a mais alta do Japão, com 120 metros de altura, incluindo os 10 metros de base e de plataforma com formato de flor de lótus, a estátua Ushiku Daibutsu é feita de bronze e pesa aproximadamente 4.000 toneladas.

Durante anos, foi considerada a  mais alta do mundo e hoje encontra-se entre as três maiores, ultrapassada pelo Buda do Templo da Primavera da China com 128 metros e para Laykyun Setkyar em Mianmar com 116 metros.

Através do interior da estátua, o visitante pode subir até aos 85 metros onde há uma plataforma de observação.


Dizem que em dias bastante claros é possível observar o Tokyo Skytree de Tokyo. Além disso, a estrutura tem um museu no seu interior.

A estátua Ushiku Daibutsu, também conhecida como Ushiku Arcadia, representa Amitabha Buda, um dos Cinco Budas da Meditação.

Foi construída em 1993 em comemoração ao nascimento de Shinran, fundador do Jodo Shinshu ou “Verdadeira Escola da Terra Pura”, um dos ramos do Budismo.

A estátua Ushiku Daibutsu localiza-se em Ushiku, Província de Ibaraki, a uma hora a nordeste de Tokyo.

O monumento é rodeado por um jardim e por um parque de animais de pequeno porte.

É um monumento impressionante que deve ser visitado.



sexta-feira, 16 de julho de 2021

OS FILHOS DOS SAMURAI

Os filhos dos samurais recebiam desde cedo, uma educação apropriada à classe guerreira, que se resumia a duas ordens de aprendizagem:

A escrita e conhecimentos de clássicos japoneses e chineses. O manejo de armas a partir dos 5 anos de idade, aprendendo a lidar com pequenos arcos e flechas, feitos a partir de finos bocados de bambu, atirando contra alvos ou caças como veados e lebres, tudo sob orientação paterna. Treinavam também equitação, indispensável para um bom guerreiro.

O samurai considerava como ponto de honra e regra geral, ele próprio educar os filhos, com a indispensável cooperação da esposa, empenhando-se no sentido de incluir nas suas mentes os princípios de piedade filial, lealdade e devoção ao senhor, coragem e autodisciplina que os tornassem, por sua vez samurais dignos desse nome.

A criança ingressava com a idade de 10 anos num mosteiro budista, onde permanecia durante 4 ou 5 anos, recebendo uma educação rigorosa e intensiva.

De manhã, lia-se o sutra e depois treinava-se caligrafia até o meio-dia. Após o almoço, o aluno ia às aulas de matérias gerais, seguidas de exercícios físicos. Finalmente, a noite era reservada normalmente para a poesia e música, os samurais apreciavam em particular a shakuhachi ou fue (flauta de bambu), como instrumento masculino.




sábado, 5 de junho de 2021

MESTRE GICHIN FUNAKOSHI - PRINCIPAIS DADOS BIOGRÁFIOS

 

1868 - Nasce em Shuri, Okinawa. (Okinawa ilha do arquipélago de Ryukyu cuja principal cidade é Naha.

1879 - Inicia a sua prática de Okinawa-te. (Forma de combate tradicional da ilha de Okinawa)


1888 - Completou o seu curso de professor escolar. Conseguiu emprego como professor numa escola primária em Shuri, com a idade de 21 anos.

1891 a 92 - Recusa uma promoção que o sujeitaria a uma transferência e consequente afastamento dos seus mestres.


1902 - Recusa uma promoção que o sujeitaria a uma transferência e consequente afastamento dos seus mestres

1906 - Funakoshi participa na primeira demonstração pública de Okinawa-te, perante os representantes da administração e da marinha imperial.


1912 - Introdução do karate a altos representantes da marinha imperial.

1914 - Inicia uma digressão de dois anos, com um grupo de mestres de Okinawa, com os quais realiza mais de cem exibições públicas.


1916 - Exibição em Budoku-ten de Kyoto (primeira exibição pública no Japão).

1921 - Demonstração diante de Hiro Hito, mais tarde, príncipe em Okinawa.


1922 - Participa na demonstração em Okinawa-te, por ocasião do festival de Educação Física em Ochanomizu, Tóquio. Publica a sua primeira obra: Ryu Kempo Karate, editada pela editora Bukiokha (os originais foram destruídos pelo terramoto de 1923); a nova edição foi intitulada Rentam Goshin Karate Jitsu e apareceu em 1926.

1924 - Gijiku, Universidade de Keio, foi incluído o Karate no seu programa de estudos.


1926 - Segundo clube universitário de Karate em Ichiko, universidade de Tóquio.

1927 - Criação dos clubes universitários de Waseda, Takosoku y Shodai. Advertência a alguns dos seus discípulos sobre a possível introdução do Ju-kumite. Ohtsuka e dois discípulos abandonam o dojo.


1930 - Supervisiona já uma dezena de clubes universitários.

1933 - Substituição do significado de Kara como china, por kara como vazio. Troca dos nomes originais das katas em chinês para Japonês.


1935 - Funakoshi publica Karate-do Kyohan.

1936 - Inauguração do Shotokan (a casa de Shoto), primeiro dojo de Funakoshi, bairro de Mijuroko, Tóquio. No mesmo ano, um grupo de mestres em Naha (Okinawa), confirma a denominação da arte marcial como Karate.


1945 - Morre o seu filho Giko Funakoshi, de tuberculose. Entretanto, Funakoshi deixa Tóquio para acompanhar o seu filho. Bombardeamentos americanos destroem o seu dojo ``Shotokan´´.

1947 - A sua mulher morre e ele decide reconstruir o seu dojo, mas as artes marciais japonesas haviam sido proibidas por três anos, pelas forças de ocupação americanas.


1949 - Isao Obata, discípulo de Funakoshi, funda a ``Associação Japonesa de karate´´. Imediatamente, foi nomeado Funakoshi como instrutor chefe da associação.

1950 - A Associação Japonesa de karate cria as regras para a competição. O karate faz a sua aparição em França, sendo considerados como primeiros praticantes deste país, Alcheik e Plee.


1954 - Criação da FFKBL – Federação Francesa de Karate e Boxe Livre. Vários especialistas japoneses deslocam-se a França, dando origem a um rápido desenvolvimento da modalidade. Muitos deles fixam-se aí, auxiliando os franceses no seu trabalho. São eles, Mochizuki, Murakami e Oshima.

1956 - Escreve o seu último livro: Karate-do, o meu caminho.


1957 - Faleceu em Tokio, com a idade de oitenta e nove anos.


1960 - A FFKBL integra-se na FFJDA (Unificação das Federações de Judo e da de Karate).

1962 - Primeiro campeonato de karate de França.

1965 - Criação da UEK – União Europeia de Karate.

1966 - Primeiro campeonato da Europa de Karate.

1972 - Segundo Campeonato do Mundo, em Paris, tendo, a equipa francesa saído vencedora e sagrada campeã do mundo.

1977 - A atração que o karate exerce sobre os jovens é reforçada por numerosos filmes e propaganda. O número crescente de praticantes está na origem da separação do Judo e do Karate.




NAVEGADORES PORTUGUESES E O JAPÃO

 

Após a chegada ao Brasil, em 1500, os portugueses navegaram para o Japão. Os séculos XV e XVI foram uns anos de grandes expedições e consequentes descobertas.

Em 1512, durante o reinado de D.Manuel I, chegam notícias de que existiria um arquipélago, na região onde o mercador italiano Marco Polo, na sua longa viagem pela China, em 1291, tomara conhecimento ,chamado “Cipango” ou “Ji-pangu”, local onde o sol nasce, em chinês. Não era lenda, como pensavam os contemporâneos do famoso mercador.

Na época os japoneses viviam isolados, pelo fato do país não ter ligação por terra com nenhum outro, só tinham contato com a China e Coreia, de onde receberam fortes influências culturais, como a escrita, o cultivo do arroz e o budismo. Mas a informação que o ocidente tinha do Japão ainda vinha de mercadores, que tinham circulado pelo continente chinês. “Uma ilha grande, de gente branca, de boas maneiras, formosos e de uma riqueza incalculável”, descreveu Marco Polo. A descrição deixava o novo país envolto numa névoa de fabulosas riquezas, e quando Cristóvão Colombo descobriu o Haiti, em 1492, estava convencido de que tinha chegado ao misterioso Cipango.

Já em 1540, as informações sobre o Japão estão mais claras, pois barcos japoneses ancoravam nas pequenas ilhas de Liampo (Ning-po), na costa chinesa, e lá tinham contato com mercadores portugueses. Ancoravam ali também barcos chineses de junco. Foi um desses barcos, segundo a história, que se dirigia para Liampo carregando três portugueses, que sofreu uma violenta tempestade e foi parar na ilha de Tanegashima, ao sul do Japão. A data desse acontecimento é 23 de setembro de 1543, de acordo com Teppo-ki (crônica da espingarda), escrito no Japão no início do século XVII.

Teppo-ki narra a introdução da espingarda pelos três náufragos portugueses e descreve as observações do chinês que atuou como intérprete dos estrangeiros:
“Estes homens bárbaros do sudeste são comerciantes. Compreendem até certo ponto a distinção entre superior e inferior, mas não sei se existe entre eles um sistema próprio de etiqueta. Bebem em copo sem o oferecerem aos outros, comem com os dedos, e não com pauzinhos como nós. Mostram os seus sentimentos sem nenhum fingimento. Não compreendem os caracteres escritos. São gente sem morada certa, que troca as coisas que possuem pelas que não têm, mas no fundo são gente que não fazem mal”.

O padre Francisco Xavier, que se encontrava em Málaca, na China, tomou conhecimento da descoberta do Japão pelos portugueses e ao conhecer um foragido japonês chamado Anjiro (que pode ser Ângelo, um nome de batismo), tomou a decisão de ir expandir a fé cristã no novo país.

Fugindo de uma acusação de homicídio, Anjiro havia procurado refúgio no navio do capitão Jorge Álvares, que esteve no Japão em 1544. Anjiro acompanhou Francisco Xavier em 1549 ao Japão e auxiliou-lho no trabalho de cristianização.

Numa das passagens mais curiosas da história, Xavier viaja para Kyoto, e em apenas onze dias verificou a razão porque a catequização não progredia e os japoneses davam pouca atenção às suas palavras, era a pobreza de que fizera voto, e que aos japoneses os impressionava mal. Quando soube que o daimyõ (senhor feudal) de Yamaguchi era o mais poderoso do país, dirigiu-se para lá vestindo ricas vestes sacerdotais. O daimyõ ficou impressionado e recebeu de Xavier cartas do vice-rei da Índia e do bispo João de Albuquerque, pedindo autorização para o jesuíta pregar o cristianismo ali. A autorização do daimyõ, datada de 1552, diz:

“Este documento prova que dei licença aos padres vindos do Ocidente, para encontrarem ou construírem um mosteiro a fim de espalharem a lei de Buda”. A última expressão mostra que os japoneses pensavam que se tratava de uma seita budista vinda da Índia. De fato, o daimyõ deu-lhes um mosteiro budista para se instalarem.

Ao mesmo tempo que o cristianismo crescia, o comércio português também foi intensificando com o Japão. Os portugueses circulavam por vários portos e em todos faziam negócios. No Japão compravam prata, cobre, objetos laqueados e espadas. E vendiam sedas e ouro adquiridos na China. Em pouco tempo, Portugal passa a ser o único país a intermediar negócios entre o Japão e a China.

Apesar dos acontecimentos que se seguiram, como a chegada dos holandeses, a expulsão dos portugueses, o encerramento dos portos e o completo isolamento do Japão, a influência portuguesa no Japão pode ser vista ainda na atualidade. E não somente em Nagasaki, onde a presença portuguesa foi mais forte e demorada, mas em todo o arquipélago, atravessando o mar e chegando, curiosamente até o Brasil.

Como um simples exemplo dessa integração, temos algumas igrejas católicas no Brasil, onde as missas são realizadas em idioma japonês, por padres japoneses ou descendentes.

Palavras oriundas do português que são usadas no Japão:

·         Kappa = Capa

·         Shabon = Sabão

·         Koppu = Copo

·         Castera = bolo de Castela

·         Pan = Pão

·         Kabocha = Abóbora da Camboja – Obs. enquanto em São Paulo, graças à presença japonesa, os feirantes chamam aquela abóbora de casca dura e escura de “kabotiá”, no Japão, em algumas regiões, a mesma é conhecida como “boburá”, derivado de abóbora.

·         Tempura = Tempero

·         Arigatou = Obrigado. Alguns estudiosos dizem que a palavra de agradecimento comum em japonês é derivada do português.

Palavras japonesas que fazem parte do português:

·         Biombo = Byobu

·         Quimono = Kimono

·         Judo = Judo

·         Caratê – Karate

 



terça-feira, 25 de maio de 2021

FORMAS DE COMPETIÇÃO

 

A expressão competitiva, institucionalizada inter-estilos, inicia-se em 1965 com os primeiros campeonatos Japoneses sob a égide da Japan Karaté Federation (JKF fundada em 1962). Em 1966, é fundada a EKU (European Karatedo Union), tendo lugar em Paris os primeiros campeonatos europeus de Karaté.
Em 1970, tiveram lugar em Tóquio, no mês de outubro, os primeiros campeonatos do Mundo de karaté. Foi nessa ocasião que se reuniram os delegados de 33 países para criarem a Federação Internacional de Karate (WUKO), World Union of Karate-do Organizations). Os segundos campeonatos do Mundo tiveram lugar em Paris, em 1972.
Depois seguiram-se Long-Beach em 1975, Tóquio em 1977, Madrid em 1980, Taipei em 1982, Maastricht em 1984, Sydney em 1986, etc.
Em 1993, a WUKO, num movimento de fusão com a ITKF (International Traditional Karate-do Federation) passa a denominar-se WKF (World Karatedo Federation), também conhecida por FMK (Federação Mundial de karate), tendo-se realizado em novembro de 1996 os 13ºs Campeonatos de Mundo em Sun City na África do Sul.

As competições de karaté devidamente institucionalizadas, pretendem garantir a segurança dos karatecas e a igualdade de critérios de avaliação.


A prova de Kata tem duas formas fundamentais de organização:

 - Individual e por equipa


A prova de kumite tem três formas de organização:

Individual absoluto (sem categorias de peso, Individual por categorias de peso e por equipa.

Se à primeira categoria está subjacente o combate livre e regulamentado, com adversários do mesmo sexo, à segunda, com o objetivo de nivelar algumas potencialidades antropométricas, categorizam-se os combates segundo o critério tradicional do peso.

Na prova de Kumite equipas, os combates decorrem sucessivamente entre cada um dos cinco representantes de cada equipa, o que leva a uma sequência de cinco combates para os homens e três para as mulheres. Ganha a equipa que obtiver maior número de vitórias.

A regra fundamental no Kumite é a do controlo absoluto de todos os movimentos, já que não se pode ferir deliberadamente o adversário, nem ter comportamentos que ponham em risco a própria segurança. Quem não cumpre estes princípios básicos é penalizado ou expulso da competição.

Os competidores, têm que executar os ataques de forma a evidenciarem a técnica ou sequência de técnicas. Caso não controlem os movimentos, podendo ferido gravemente o opositor, são penalizados com ipon-2 pontos ou um wasari-1 ponto, dependendo da gravidade da falta.

Não se trata de avaliar se bateu com maior ou menor força, mas antes avaliar, o timming, a velocidade de execução e a precisão no toque em zonas pontuáveis. Estas são as qualidades que se esperam de um competidor. Devemos promover o respeito pelo adversário e a sua integridade física. 

As Esquivas com o corpo (Tai-Sabaki) no combate:

As esquivas aos ataques são muito importantes no karaté. Alguns estilos, desvalorizam o bloqueio direto ao ataque, treinando intensamente as esquivas e contra-ataque. Podemos encara-las como uma forma avançada de defesa. O bloqueio a um ataque é o reflexo instintivo, a esquiva e contra-ataque exige grande experiencia e domínio de cada uma das técnicas.



terça-feira, 18 de maio de 2021

AS 10 FLORES MAIS POPULARES DO JAPÃO

 

AS 10 FLORES MAIS POPULARES DO JAPÃO

As estações bem definidas são uma das grandes características do Japão. A paisagem transforma-se em cada mudança de estação, havendo a oportunidade de se ver diferentes espécies de flores. A tradição de apreciar as flores é algo que faz parte da cultura japonesa e não se restringe apenas à primavera e ao sakurá.

Em cada estação, os festivais mudam conforme o aparecimento das flores. Embora a flor de cerejeira, seja sem dúvidas a flor mais popular do Japão, há muitas outras igualmente bonitas que também merecem a nossa atenção.

Normalmente, a floração começa no Sul (Okinawa) e vai subindo até chegar ao norte (Hokkaido). Isso acontece por causa das diferenças climáticas do país.

Flores de Ameixoeira


Floração: Meados de fevereiro a meados de março.
Dicas de locais e/ou festivais:

Kairakuen (Ibaraki)
KoishikawaKorakuen (Tokyo)
YushimaTenjinShrine (Tokyo)
Hanegi Parque (Tóquio)
KitanoTenmangu (Kyoto)
DazaifuTenmangu (Fukuoka)

Flores de Cerejeira (Sakurá)


Floração: Final de março a meados de abril.

Tulipas


Floração: Durante o mês de abril
Dicas de locais e/ou festivais:


Tanto TulipMatsuri (Hyogo)

Festival de Tulipas em Tonami (Toyama)

Festival de Tulipas em Niigata (Niigata)

Parque temático HuisTenBosch (Nagasaki)

 

PinkMoss (Shibazakura)


Floração: Meados de Abril a meados de Maio.
Dicas de locais e/ou festivais:

Fuji Shibazakura Festival (Shizuoka)

Chichibu Hitsujiyama Park (Saitama)

Higashimokoto Flower Park (Hokkaido)

 

Glicínia (Fuji)


Floração: Final de abril a início de maio.
Dicas de locais e/ou festivais:

Ashikaga Flower Park (Tochigi)

Kawachi Fuji Gardens em Kitakyushu (Fukuoka)

 

Rosas (Bara)


Floração: Mês de maio.
Dicas de locais e/ou festivais:

Fukuyama Rose Festival (Hiroshima)
Rose Festival em Kyu-Furukawa (Tóquio)
KanoyaRose Festival (Kagoshima)

Hortênsias (Ajisai)


Floração: Meados de junho a meados de julho
Dicas de locais e/ou festivais:

Osaka Fumin-no-mori (Osaka)
Shimoda Koen (Shizuoka)
Templo Hondoji (Chiba)
Santuário OhirasanJinja (Tochigi)

Flor de Íris (Hanashobu)


Floração: Mês de junho
Dicas de locais e/ou festivais:

KatsushikaShobuMatsuri (Tóquio)
Itako Iris Festival (Ibaraki)
Sawara Íris Festival (Chiba)
Hyoko Iris Festival (Niigata)

Girassóis (Himawari)


Floração: Início de julho a início de agosto.
Dicas de locais e/ou festivais:

Hokuryu-choHimawari Matsuri (Hokkaido)
Zama Himawari Matsuri (Kanagawa)
KitanakagusukuHimawari Matsuri (Okinawa)

Lavanda


Floração: Meados de julho a início de agosto.
Dicas de locais e/ou festivais:

Campos de lavandas em Furano e Biei (Hokkaido)

HinodePark em Kami Furano (Hokkaido)

O outono também é uma época muito especial para a visualização do Koyo, que em japonês significa “folhas vermelhas”