terça-feira, 25 de maio de 2021

FORMAS DE COMPETIÇÃO

 

A expressão competitiva, institucionalizada inter-estilos, inicia-se em 1965 com os primeiros campeonatos Japoneses sob a égide da Japan Karaté Federation (JKF fundada em 1962). Em 1966, é fundada a EKU (European Karatedo Union), tendo lugar em Paris os primeiros campeonatos europeus de Karaté.
Em 1970, tiveram lugar em Tóquio, no mês de outubro, os primeiros campeonatos do Mundo de karaté. Foi nessa ocasião que se reuniram os delegados de 33 países para criarem a Federação Internacional de Karate (WUKO), World Union of Karate-do Organizations). Os segundos campeonatos do Mundo tiveram lugar em Paris, em 1972.
Depois seguiram-se Long-Beach em 1975, Tóquio em 1977, Madrid em 1980, Taipei em 1982, Maastricht em 1984, Sydney em 1986, etc.
Em 1993, a WUKO, num movimento de fusão com a ITKF (International Traditional Karate-do Federation) passa a denominar-se WKF (World Karatedo Federation), também conhecida por FMK (Federação Mundial de karate), tendo-se realizado em novembro de 1996 os 13ºs Campeonatos de Mundo em Sun City na África do Sul.

As competições de karaté devidamente institucionalizadas, pretendem garantir a segurança dos karatecas e a igualdade de critérios de avaliação.


A prova de Kata tem duas formas fundamentais de organização:

 - Individual e por equipa


A prova de kumite tem três formas de organização:

Individual absoluto (sem categorias de peso, Individual por categorias de peso e por equipa.

Se à primeira categoria está subjacente o combate livre e regulamentado, com adversários do mesmo sexo, à segunda, com o objetivo de nivelar algumas potencialidades antropométricas, categorizam-se os combates segundo o critério tradicional do peso.

Na prova de Kumite equipas, os combates decorrem sucessivamente entre cada um dos cinco representantes de cada equipa, o que leva a uma sequência de cinco combates para os homens e três para as mulheres. Ganha a equipa que obtiver maior número de vitórias.

A regra fundamental no Kumite é a do controlo absoluto de todos os movimentos, já que não se pode ferir deliberadamente o adversário, nem ter comportamentos que ponham em risco a própria segurança. Quem não cumpre estes princípios básicos é penalizado ou expulso da competição.

Os competidores, têm que executar os ataques de forma a evidenciarem a técnica ou sequência de técnicas. Caso não controlem os movimentos, podendo ferido gravemente o opositor, são penalizados com ipon-2 pontos ou um wasari-1 ponto, dependendo da gravidade da falta.

Não se trata de avaliar se bateu com maior ou menor força, mas antes avaliar, o timming, a velocidade de execução e a precisão no toque em zonas pontuáveis. Estas são as qualidades que se esperam de um competidor. Devemos promover o respeito pelo adversário e a sua integridade física. 

As Esquivas com o corpo (Tai-Sabaki) no combate:

As esquivas aos ataques são muito importantes no karaté. Alguns estilos, desvalorizam o bloqueio direto ao ataque, treinando intensamente as esquivas e contra-ataque. Podemos encara-las como uma forma avançada de defesa. O bloqueio a um ataque é o reflexo instintivo, a esquiva e contra-ataque exige grande experiencia e domínio de cada uma das técnicas.



terça-feira, 18 de maio de 2021

AS 10 FLORES MAIS POPULARES DO JAPÃO

 

AS 10 FLORES MAIS POPULARES DO JAPÃO

As estações bem definidas são uma das grandes características do Japão. A paisagem transforma-se em cada mudança de estação, havendo a oportunidade de se ver diferentes espécies de flores. A tradição de apreciar as flores é algo que faz parte da cultura japonesa e não se restringe apenas à primavera e ao sakurá.

Em cada estação, os festivais mudam conforme o aparecimento das flores. Embora a flor de cerejeira, seja sem dúvidas a flor mais popular do Japão, há muitas outras igualmente bonitas que também merecem a nossa atenção.

Normalmente, a floração começa no Sul (Okinawa) e vai subindo até chegar ao norte (Hokkaido). Isso acontece por causa das diferenças climáticas do país.

Flores de Ameixoeira


Floração: Meados de fevereiro a meados de março.
Dicas de locais e/ou festivais:

Kairakuen (Ibaraki)
KoishikawaKorakuen (Tokyo)
YushimaTenjinShrine (Tokyo)
Hanegi Parque (Tóquio)
KitanoTenmangu (Kyoto)
DazaifuTenmangu (Fukuoka)

Flores de Cerejeira (Sakurá)


Floração: Final de março a meados de abril.

Tulipas


Floração: Durante o mês de abril
Dicas de locais e/ou festivais:


Tanto TulipMatsuri (Hyogo)

Festival de Tulipas em Tonami (Toyama)

Festival de Tulipas em Niigata (Niigata)

Parque temático HuisTenBosch (Nagasaki)

 

PinkMoss (Shibazakura)


Floração: Meados de Abril a meados de Maio.
Dicas de locais e/ou festivais:

Fuji Shibazakura Festival (Shizuoka)

Chichibu Hitsujiyama Park (Saitama)

Higashimokoto Flower Park (Hokkaido)

 

Glicínia (Fuji)


Floração: Final de abril a início de maio.
Dicas de locais e/ou festivais:

Ashikaga Flower Park (Tochigi)

Kawachi Fuji Gardens em Kitakyushu (Fukuoka)

 

Rosas (Bara)


Floração: Mês de maio.
Dicas de locais e/ou festivais:

Fukuyama Rose Festival (Hiroshima)
Rose Festival em Kyu-Furukawa (Tóquio)
KanoyaRose Festival (Kagoshima)

Hortênsias (Ajisai)


Floração: Meados de junho a meados de julho
Dicas de locais e/ou festivais:

Osaka Fumin-no-mori (Osaka)
Shimoda Koen (Shizuoka)
Templo Hondoji (Chiba)
Santuário OhirasanJinja (Tochigi)

Flor de Íris (Hanashobu)


Floração: Mês de junho
Dicas de locais e/ou festivais:

KatsushikaShobuMatsuri (Tóquio)
Itako Iris Festival (Ibaraki)
Sawara Íris Festival (Chiba)
Hyoko Iris Festival (Niigata)

Girassóis (Himawari)


Floração: Início de julho a início de agosto.
Dicas de locais e/ou festivais:

Hokuryu-choHimawari Matsuri (Hokkaido)
Zama Himawari Matsuri (Kanagawa)
KitanakagusukuHimawari Matsuri (Okinawa)

Lavanda


Floração: Meados de julho a início de agosto.
Dicas de locais e/ou festivais:

Campos de lavandas em Furano e Biei (Hokkaido)

HinodePark em Kami Furano (Hokkaido)

O outono também é uma época muito especial para a visualização do Koyo, que em japonês significa “folhas vermelhas”


sexta-feira, 2 de abril de 2021

O AIKIDO - A VIA DA HARMONIA DO ESPIRÍTO

 


Mestre Morihei Ueshiba, nasceu em Tanabe (Prefeitura de Wakayama), a 14 de dezembro de 1883 e faleceu a 26 de Abril de 1969. Foi o único rapaz dos 5 filhos de Yoroku e Yuki Ueshiba.

O seu corpo não era o de um atleta, mas sim magro e pequeno, com 1,54m de altura, teve que se esforçar com constantes exercícios físicos, de modo a obter um corpo são e vigoroso. Mais tarde, todo esse esforço foi compensado, tornando-o um homem respeitado, também pela sua força física.

Desde tenra idade é atraído pela religião. Estuda o chinês e a religião budista sob a direção dum sacerdote shingon. Manifesta um grande interesse pela oração e pela meditação.

Em 1901, instala-se em Tokyo, funda uma livraria de venda de rua e à noite estuda o jiu-jitsu, sob orientação de Tokusaburo Tozawa na escola Kito-ryu e o Ken-jitsu (arte do sabre e da esgrima japonesa), na escola de Shinkage, na cidade de Sakai. Paralelamente, pratica o Ken-Jutsu (sabre) num dojo de “Shinkage Ryu”.

O jiu jutsu, uma arte marcial que não se popularizou mais, porque era ensinada em segredo no seio das famílias da nobreza guerreira.

A família Takeda, foi uma das suas depositárias e só nos primórdios do século XX é que o último sobrevivente desta linhagem, Takeda Sokaku, deixou que se divulgasse discretamente o seu ensino.

Com vinte anos, alista-se no exército (37º regimento da 4ª divisão de Osaka), participando na guerra Russo-Japonesa, deixa o exército no ano de 1906, para se juntar à família em Tanabe.

Em 1912, Ueshiba, instalasse na ilha Hokkaido, onde encontra o mestre Sokaku Takeda, da escola Daito Ryu, convidando-o a permanecer na sua casa e torna-se seu discípulo.

Em 1920, após o falecimento do pai, vai para Ayabe estudar sob a direção do Mestre Deguchi.

Em 1924, Ueshiba segue o mestre Deguchi até à Mongólia, para fundarem uma comunidade utópica para o amor e a fraternidade universal, segundo os princípios do Omoto Kyo. Pouco depois são presos durante alguns meses, a mando do governo chines, é graças à intervenção do governo japonês que escaparam ao fuzilamento. É neste período que, Morihei Ueshiba, entende que o verdadeiro Budo, não é vencer um adversário pela força, mas guardar a paz neste mundo, anuindo e favorecendo o desenvolvimento de todos os seres.

O Aikido nasceu no ano de 1925, fruto de todas as vivências e experiências espirituais e em 1926 passou a ser respeitado pelos seus pares, políticos e militares.

Aikijutsu significa a arte da harmonização das energias. Há quem diga que é o pai do Aikido.

Os alunos que com ele treinavam, adquiriram grandes conhecimentos técnicos e compreenderam qual era o espírito das Artes. A vitalidade e o esforço estavam na ordem do dia, naquele Dojo, às cinco da manhã, levantavam-se e limpavam o Dojo, treinando até altas horas da madrugada, tendo a seu cargo cuidar do Mestre.

Alguns deles, mais tarde, foram enviados pelo Mestre para ensinar a sua Arte noutras terras.


Em 1931, vai para Tokyo e instala-se num dojo, construído de raiz, no bairro em Wakamatsucho, conhecido como Kobukan.

Em 1942, durante a época da guerra, sai da cidade e instala-se na aldeia de Iwama (a 120 km de Tokyo) para aí viver e praticar a sua arte. Ainda hoje, se pode visitar o santuário do Aikido (Aiki Jinja).

Quando a guerra terminou, a prática de todas as artes marciais foi proibida pelos americanos. Em 1948, concederam uma autorização especial à escola Aikikai, permitindo a abertura dos dojos e o regresso aos treinos, atendendo ao facto de que esta prática conter uma mensagem de paz.

A partir dessa altura houve um aumento significativo no número de alunos que seguiam o mestre.

Quando se dá o falecimento do mestre Morihei Ueshiba, o Aikidô já se encontra difundido pelos cincos continentes.

“Não transformeis a prática do Aikido num absurdo teste de força”, dizia Morihei Ueshiba.



O SIGNIFICADO DOS NÚMEROS NO JAPÃO

 


Os Japoneses são famosos por acreditarem que alguns números têm um significado maléfico e noutras superstições. Vejamos algumas:

O número 4 ( 四 ), mais famoso e conhecido, por ter a mesma pronúncia da palavra "morte" que em japonês é (Shi=morte).

O número 7 ( 七 ), que em algumas culturas é um número da sorte, no Japão é odiado. A sua leitura “Shichi” faz lembrar a loja de penhores (“Shichiya”).

O número 8 ( 八 ), já possui a sorte na sua escrita em Kanji ( caracteres da língua japonesa adquiridos a partir de caracteres chineses), da época da Dinastia Han, que se utilizam para escrever japonês) as duas retas que se abrem por baixo do ideograma (八 = Hachi) representam a “abertura da sorte" na China. O Japão aderiu também a esta superstição.
Se observarmos bem os carros no Japão, perceberemos que muitos usam a matrícula com número “8888”, para dar mais sorte.

O número 9 ( 九 ) , tem na sua pronúncia KU que pode soar como sofrimento, dor (苦) e ainda com algo obscuro (preto – kuro).

O número 43 ( 四十三 ) , a pronúncia shisan é semelhante ao nascimento dos mortos shizan (死産).

O número 42 ( 四十二 ) , que indica até a morte (死に – shini).

O número 49 ( 四十九 ), que tem uma prenuncia parecida com atropelar (敷く – shiku).

A 1 e 15 do calendário lunar, não se devem ter relações sexuais;

Quando estão 3 pessoas numa foto, dizem que a que aparece no meio morre primeiro;

Nunca passe comida de seu hashi para o prato de outra pessoa e nem fique batendo o hashi no prato. Isso também e feito no funeral;


Se o geta (calçado de madeira japonês) se partir no meio é sinal de má sorte;

 Furar a comida com hashi (pauzinhos) e deixá-los em pé, dá azar. Por que eles fazem isso com os mortos;

Cortar as unhas de noite, dizem que também atrai a morte;

Estrear sapatos novos à noite da má sorte;


Algumas superstições que entendem ser benéficas

Quem escuta música clássica quando criança vira um gênio;

Um bom presságio é um passarinho defecar em sua cabeça;

Se encontrar uma pele de cobra durante um passeio no campo, guarde na carteira. Traz sorte e fortuna;
Se comer mochi (bolinhos de massa de arroz) ou osechi ryori (prato especial de ano novo) no ano novo, terá longevidade



domingo, 21 de março de 2021

GUEIXA (2)

 

As gueixas surgiram durante a Era Tokugawa (1600-1868), quando o Japão conheceu um período de estabilidade política, crescimento económico e prosperidade cultural. Essa era, também conhecida como Período Edo, tornou-se possível após o fim de mais de quatro séculos de guerras internas e com a ascensão do xogunato.

Em 1600, o general Ieyasu Tokugawa derrotou o último de seus oponentes e autodeclarou-se soberano de todo o país.

"As diferentes províncias que compunham o Japão, que antes combatiam entre si, foram unificadas, permitindo concentrar esforços, tornando-as prósperas, desenvolvendo as artes da paz", conta o livro "Women of the pleasure quarters - the secret history of the geisha", da jornalista inglesa Lesley Downer. Para ela, isso foi o começo de um extraordinário "Renascimento Japonês". "É nesse ambiente de requinte cultural, em que artes como o Ikebana e a Cerimônia do Chá foram consolidados e o entretenimento mais sofisticado, surgem as gueixas", explica Luís Massahiro Hanada, que foi secretário-geral da Aliança Cultural Brasil-Japão até 1997.

Ao contrário do que vulgarmente se pensa, as gueixas (guei= arte e xa= pessoa), não são mulheres volúveis ou de costumes livres. São mulheres que entretêm homens e mulheres, nos banquetes, ou em refeições de pequenos grupos.

No final do século XVI, a samisen (viola) foi introduzida, vinda de Okinawa, com o taiko (tambor), foram os instrumentos dos entretenimentos populares, em que se distinguiram as taiko joro (cortesãs do tambor).

O século XVII (século de Edo, antiga designação de Tóquio), passou-se a designar por gueixas, as mulheres peritas nas artes de conversar, cantar, dançar, na cerimónia do chá, e outras.

De acordo com a enciclopédia japonesa Kodansha, os primeiros registos do uso da palavra "gueixa" datam de 1751, em Kyoto, e de 1762, em Edo (atual Tokyo).

Estas mulheres usam um penteado (mage) e quimonos mais vistosos. A sua aprendizagem inicia-se aos cinco anos. As mais novas ou aprendizes, chamam-se maiko (em Quioto) ou hangyku (em Tóquio). As gueixas mais famosas são as dos restaurantes dos bairros de Pontoco (em Quioto) e Ximbáxi (em Tóquio), que se exibem para o público em geral, uma vez por ano, como no Miyako Odori, em Quioto.

Arte do entretenimento

No início, "gueixa” referia-se aos homens que exerciam a atividades do entretenimento (também eram chamados de hokan ou taikomochi). Só com o passar do tempo é que a atividade se transformou numa ocupação feminina.

Entre os seus precursores estão as shirabyoshi, que no século 12 eram dançarinas e, eventualmente, amantes de nobres e guerreiros.

No século XVIII, a atividade de boa parte das gueixas esteve circunscrita aos chamados "quarteirões do prazer" (yoshiwara), locais onde havia prostitutas e cortesãs e que eram permitidos pelo governo.

As gueixas não eram prostitutas, faziam parte de um grupo à parte cuja função era oferecer entretenimento, por meio da dança e da música, às cortesãs e aos seus convidados. Eram claramente orientadas por a lei não permitir serviços sexuais. Porém, o fato de o governo ter publicado várias leis com a mesma proibição, em intervalos de aproximadamente 20 anos, pode ser um indício de que essa proibição nem sempre era respeitada.

 Cultura urbana

 Além das gueixas, que trabalhavam nos yoshiwara, havia as que atuavam em outras áreas das cidades de Kyoto e Tokyo. Essas áreas acabaram por se tornarem centros de uma cultura urbana sofisticada, com destaque especial para as gueixas (o atual bairro de Gion, em Kyoto, foi uma dessas primeiras áreas). Como consequência dessa sofisticação, as gueixas serviram de inspiração para a literatura, a música e a pintura do início do século XIX. 


Confidentes do poder

Desde o final do Era Tokugawa, as gueixas estiveram ligadas aos poderosos. Os samurais precursores da Restauração Meiji (que se iniciou em 1868), por exemplo, encontraram nas casas de chá (ocha-ya) de Kyoto um local apropriado e insuspeito para as discussões e planos políticos. Hoje, é comum que líderes do Partido Liberal Democrata (PLD, a principal agremiação política do Japão), promovam reuniões e negociações, protegidos pela discrição das casas de chá ou de sofisticados restaurantes (ryotei) de Tokyo, num ambiente descontraído e, eventualmente, regado a goles de saquê.




 

 

 

 

 


domingo, 14 de março de 2021

O TREINO DE FORÇA

A noção de forma física abrange diversas realidades.

Para o desportista de competição, ela está associada à performance alcançado na disciplina respeitante. Para o desportista ocasional, a forma física tem haver com a necessidade de se sentir em boa condição, para responder favoravelmente ao esforço físico.

Se a ausência de doenças é uma condição necessária, para se estar “em forma”, não é uma condição suficiente. A “forma” pressupõe uma aptidão física, uma disponibilidade muscular, cardíaca e respiratória, suscetíveis de se adaptarem, sem preparação, a esforços tais como a corrida, a subida de escadas com rapidez ou a um jogo de futebol.



Na preparação física do desportista marcial, também é importante o treino de força, tendo ele, necessariamente, o cuidado de a desenvolver, sem perder a elasticidade muscular ou a velocidade.

Os músculos representam 40% do peso total do corpo. Segundo o anatomista Sappey, o corpo humano tem 455 músculos: 190 músculos no tronco; 63 na cabeça; 98 nos membros superiores e 104 nos membros inferiores.

 


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Coordenação muscular: é a Ação das massas musculares, agrupam-se de acordo com uma finalidade de trabalho.

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Músculos agonistas:  Agem como protagonistas de qualquer movimento.

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Músculos antagonistas:  Oferecem resistência à Ação dos agonistas.

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Músculos neutralizadores:  Neutralizam outro músculo cuja ação não é desejada no movimento em questão.

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Músculos fixadores:  Intervêm, imobilizando outros segmentos.


 

Dadas as características particulares do desporto marcial, a mobilidade é uma qualidade fundamental e, portanto, a força que possamos treinar estará em relação com movimentos completos dos grupos musculares protagonistas.

  
Contração                                         Descontração





quarta-feira, 3 de março de 2021

A CRIANÇA E O KARATE

 

A origem do karaté está no Japão. É uma arte marcial, aplicada à defesa pessoal, que resulta na formação técnica e humana do individuo.


Muitos pais escolhem-na para os seus filhos. Está provado que a prática regular desta modalidade, melhora a concentração, tão importante no período escolar, o sistema cardiorrespiratório, a definição muscular, podendo contribuir significativamente para a saúde física e mental dos jovens. Queremos que sejam saudáveis, disciplinados, cumpridores, apaziguadores e humildes, no karaté e na vida.

A prática deverá ser iniciada a partir dos 5 anos. No entanto, há escolas que admitem crianças a partir dos 2 anos. É importante que escolham um dojo, cujos mestres estejam habilitados para ensinar crianças, já que são requeridos cuidados especiais para estas idades.


O respeito pelo mestre e a confiança nos seus ensinamentos é fundamental.
O treino de kion (treino das técnicas básicas), os katas (são grupos de técnicas pré-definidas) e o kumite (combate com um ou mais parceiros, após assimilarem o básico e com proteções), farão parte da vida de qualquer karateca.



Fica a habituação aos exercícios físicos tão importantes para uma vida saudável.